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É fundamental prevenir a doença do carrapato e a leishimaniose canina

21 de junho de 2022 por Claudia Costa 3 Comentários

A médica veterinária Mônica Toshimitsu explica sobre a importância  de adotar ações preventivas proteger os cães. Nesta entrevista ao Portal IDEIA DELAS a veterinária fala sobre a doença do carrapato e a leishmaniose.

Por Claudia Costa                                                                                                                                                                      A doença do carrapato ,também é Conhecida como hemoparasitose, é transmitida pelo carrapato marrom (Rhipicephalus sanquineus ) e  pode se apresentar de duas formas: a erliquiose (erlichiose) e a babesiose.

Não existe vacina contra a doença do carrapato, mas existe  tratamento e cura, porém ela também pode ser fatal.

A Erliquiose(ou Erlichiose) é uma doença infecciosa severa que acomete os cães, causada por bactérias do gênero Ehrlichia, sendo a principal a Ehrlichia canis. É uma doença mais comum durante o verão, já que os carrapatos precisam de calor e umidade para se reproduzir. É sempre importante consultar um veterinário assim que seu cachorro se mostrar apático, triste, prostrado e diferente do normal.

Já a Babesiose é causada pelo protozoário Babesia canis, que infecta e destrói os glóbulos vermelhos (diferente da Erliquiose, que é causada por uma bactéria que destrói os glóbulos brancos). Existem produtos tópicos e medicamentos que ajudam na prevenção da doença.

A veterinária salienta que existem medicamentos tópicos e sistêmicos para evitar que o cachorro pegue carrapato. ”Quando acontece a infestação , além de tratar o animal é  importante fazer uma dedetização do ambiente onde ele vive”, salienta Mônica Toshimitsu

Produtos para prevenir carrapato

 

 

 

 

 

 

Leishimaniose 

A leishmaniose é uma doença infecciosa não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Existem dois tipos de leishmaniose: a leishmaniose tegumentar (ou cutânea) e a leishmaniose visceral (ou calazar). A primeira é conhecida como “ferida brava” e caracteriza-se por feridas na pele; já a leishmaniose visceral é sistêmica e ataca órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea.

A Leishmaniose é transmitida pela picada de mosquitos, a enfermidade pode causar problemas dermatológicos (perda de pelos em focinho, orelhas e região dos olhos), crescimento anormal das unhas, emagrecimento progressivo, anorexia, e dependendo das complicações e da evolução do quadro, o animal pode morrer.

A transmissão da Leishmaniose Visceral Canina ocorre pela picada das fêmeas infectadas do Lutzomyia longipalpis, conhecido como “mosquito-palha” ou “mosquito pólvora”.

Mordidas, lambidas, arranhões e contato físico não passam leishmaniose de cães infectados para humanos. É necessário o inseto, para que possa haver a transmissão e transformação do parasita.

Pesquisa avalia vacina para cachorros no combate a leishmaniose

Fonte: Fiocruz Bahia

Uma das estratégias recentes no combate à leishmaniose visceral (LV) é o abate de cachorros que contém o parasita responsável pela doença, porém esse método de controle não tem sido efetivo. Com isso, pesquisadores constataram que a medida imunoprofilática através da vacina Leish-Tec® tem um efeito favorável no combate à doença somente em animais que não estão em áreas de alta transmissão, necessitando de melhorias. Os resultados foram publicados na revista PloS ONE.

O artigo Field trial of efficacy of the Leish-tec® vaccine against canine leishmaniasis caused by Leishmania infantum in an endemic area with high transmission rates, escrito pelos pesquisadores Gabriel Grimaldi Jr., da Fiocruz Bahia, e Antonio Teva e Fernanda Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), além de pesquisadores de outras instituições do Brasil, aborda a utilização dessa vacina em cachorros e seus efeitos tanto na saúde coletiva como na do animal. Lançada no mercado desde 2008, a Leish-tec® é feita sem a inoculação de antígenos inativos na vacina, utilizando técnicas da Engenharia Genética Aplicada.

A pesquisa foi feita em uma área no Sudeste do Brasil, que é considerada altamente endêmica da leishmaniose. Antes da intervenção, os cães infectados foram abatidos e os restantes receberam três doses da vacina com o intervalo de 21 dias entre cada. Um ano após, outra dose de reforço imunológico foi aplicada. Para verificação dos resultados da pesquisa, foram feitos exames clínicos e pesquisa de anticorpos específicos em todos os cães de ambos os grupos.

Após os experimentos com os cães, notou-se que a vacina é segura para aplicação, após uma reação positiva dos animais, com a exceção de 11% que tiveram efeitos colaterais que duraram somente 4 dias. Além disso, os anticorpos que combateriam a doença começaram a ter resposta nos animais que receberam as doses, tendo alta com 1 mês após a aplicação.

Apesar dos resultados positivos, a pesquisa também concluiu que essa vacina, junto com o abate, não é efetivo em áreas de alta incidência da doença. Além disso, os pesquisadores expuseram que são necessárias melhoras para que a Leish-tec® seja melhor explorada em animais em campo, de forma que haja impacto positivo na incidência de casos de LV em humanos.

Fonte:

https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisa-avalia-vacina-para-cachorros-no-combate-leishmaniose

 

Arquivado em: Amigos Bichos Marcados com as tags: animaisdomesticos, cachorro, cão, doençadocarrapato, doençainfecciosa, feridabrava, hemoparasitose, leishmaniose, Lutzomyialongipalpis, medicação, Mônicaoshimitsu, pet, prevenção, veterinaria

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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Comentários

  1. Marcelo diz

    13 de julho de 2018 em 18:42

    Excelente matéria parabéns

    Reply
    • Claudia Costa diz

      14 de julho de 2018 em 09:27

      Obrigado Marcelo!

      Reply
  2. Renata Vaz diz

    16 de dezembro de 2020 em 11:17

    Muito grata pelas informações. Que sua vida seja de longos acontecimentos maravilhosos.e muita paz.

    Reply

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