
Por Claudia Costa
O comportamento dos jovens e adolescentes mudou muito nos últimos tempos. Para se sentirem inseridos nos grupos, muitos jovens adotam comportamentos como consumir bebidas alcoólicas e drogas e, muitas vezes, assumem comportamentos sexuais sem estarem preparados e conscientes do impacto dessas atitudes em suas vidas. A sexualidade é vista de forma banalizada, assim como os relacionamentos afetivos. Essa aparente liberdade gera conflitos, principalmente entre aqueles que estão vivendo uma fase de transição entre a adolescência e a vida adulta.
Segundo Walter Marcondes, médico hebiatra com formação em psicoterapia analítica, 45 anos de profissão e atuando nesta área específica há 38 anos, o jovem é uma somatória da família. “O que acontece nas famílias repercute na vida dos jovens. Como mudou muito a sociedade, as famílias hoje estão muito mais disfuncionais, menos interessadas nos filhos e mais interessadas no trabalho. As famílias passaram a morar em condomínios, prédios, onde o jovem vive à vontade e convive em grupos como se fossem uma aldeia. E os pais estão distantes, trabalham o dia todo. E quem cuida deles não é como antigamente, que a mãe ou a avó ficava em casa. Hoje os jovens ficam cuidando uns dos outros, e a promiscuidade é grande”, salienta ele.
O médico hebiatra, especialidade que cuida de jovens e adolescentes, explica que o acesso à comunicação é muito grande e que os pais não devem deixar as crianças pequenas usarem celular e internet. “Crianças de 10 e 11 anos estão tendo acesso a youtube e redtube (website de compartilhamento de vídeos pornográficos). Os filhos estão tendo acesso a muita informação, muito mais que os próprios pais”, explica o médico. Walter Marcondes salienta que os pais, de maneira geral, nunca de fato conversaram sobre sexo com os filhos. “É mais uma conversa biológica. Sobre sexualidade efetiva eles não conversam”, salienta Walter Marcondes, explicando que os pais não devem terceirizar para a escola o tema sexo. “Os pais devem começar a conversar sobre sexualidade desde os 7 anos e aos poucos essa comunicação vai fluindo e a criança, desde cedo, aprende sobre seu corpo e a se cuidar. Não adianta ter essa conversa apenas na puberdade.”
Segundo Walter Marcondes, ninguém nasce homossexual ou bissexual. “A sexualidade humana não determina a opção de ser hétero ou homo. As crianças nascem menino e menina, porém a identidade sexual é formada na fase edipiana, no Complexo de Édipo, entre 2 e 6 anos e meio, ou seja, se não houver absolutamente nada que interfira na formação, teremos filhos heterossexuais. A homossexualidade não é alteração genética e sim alteração na fase edipiana”, explica o médico.
Nesta entrevista ao Portal IDEIA DELAS o médico Walter Marcondes fala sobre as mudanças no comportamento dos jovens, a importância dos pais conversarem sobre sexualidade com seus filhos desde cedo, o início precoce da vida sexual dos jovens, entre outros assuntos.


Muito interessante a leitura do texto, acredito, assim como o Dr. que a educação sexual das crianças e jovens deve ser de responsabilidade dos pais e da instituição escolar, de maneira conjunta. De forma que a criança compreenda seus próprio corpo, forme sua autoestima, e compreenda ainda mais sobre os aspectos psicológicos e comportamentais de si. Entretanto, ainda que os responsáveis pela criança estejam sempre presentes desempenhando seus papeis, creio que isso não será determinante para a orientação sexual do indivíduo. Freud acredita que o indivíduo nasce bissexual e de acordo com seus desenvolvimento pelo complexo de Édipo e pelo Princípio do prazer, este poderá ou não ser hetero ou homossexual.
Penso, ainda que, o posicionamento exposto aparenta um determinismo ao comportamento dos pais em relação ao comportamento dos filho, como se fosse imposto aos pais a responsabilidade de decidir a orientação sexual que o filho terá e não a própria subjetividade do indivíduo.
Achei, sinceramente, que a parte ” … Se não houver nada que interfira na formação, teremos filhos heterossexuais” essa frase determinista e preconceituosa. Afinal, o que há de errado se tivermos filhos homoafetivos?!
Natalia bom dia! Vamos encaminhar suas considerações para o dr. Walter Marcondes.Obrigado
Excelente. .Muito esclarecedor.
Olha, não sei se isso procede, porque conheço vários amigos gays que tiveram sim os pais por perto, filhos de família considerada pela sociedade de “família certinha”, e se descobriram gays desde 6 e 7 anos, , como assim se vc for um pai ou uma mãe ausente seu Filho poderá ser homossexual??? Conheço vários que não tiveram família por perto, a rua que os criou e não são homossexuais, e aí essa frase?? “SE NÃO HOUVER NADA QUE INTERFIRA NA CRIAÇÃO DOS FILHOS ELES VÃO SER HETEROSEXUAIS”, sinceramente não entendi
Bom dia Sonia. Vou encaminhar seu comentário para o médico, e se for o caso, ele responde. Obrigado por suas considerações.
Prezada Sonia
Segue abaixo as explicações do doutor Walter Marcondes para os seus comentários. Ele é médico há 45 anos e atuando no atendimento aos jovens e adolescentes há 38 anos. O dr Walter é médico hebiatra com em psicoterapia analítica e realiza palestras em vários países.
Se descobriram gays aos 6-7 anos, quando o Édipo já tinha terminado(?). País presentes, precisa determinar o que é um pai ser presente ou estar presente, presença forte da mãe com figura do pai apagada: mãe forte pai fraco! Pai muito forte ou violento e mãe presente é submissa! O fato de ser criado na rua e ser hétero muito provavelmente teve a presença de pessoas com os quais fez identificação sexual. Freud, fala no desejo inconsciente incestuoso pelos pais do sexo oposto , e se frustrarmos estes desejos eles entenderão quem são aquelas figuras ditas de pais. Se os filhos ,por exemplo, não forem frustrados nestes desejos inconscientes, e passarem a ter uma intimidade maior com a mãe e irmã, dormirem com a mãe ( no lugar do pai), terão ansiedade, pesadelos noturnos que favorecerão a ser chamados a dormir com a mamãe, embora possa não compreender essa situação na infância. A permanecer este estado de coisa, sem a frustração normal de saber que o pai é namorado da mãe, por exemplo, eles poderão fazer uma identificação forte com a figura da mãe. Poderia citar uma centena de exemplos, mas, a ética não me permite.
Filha com identificação sexual com um pai forte psiquicamente é uma mãe fraca e submissa, por exemplo, pode deslocar essa identificação com a figura masculina do pai, estas são interferências negativas na formação da identificação edipiana, ou seja, ninguém tem manual de criação de filhos, geralmente os pais acertam por instinto ou erram por omissão, ausência ou por ser psiquicamente insuficientes.
Prezada Sonia
Segue abaixo as explicações do doutor Walter Marcondes para os seus comentários. Ele é médico há 45 anos e atuando no atendimento aos jovens e adolescentes há 38 anos. O dr Walter é médico hebiatra com em psicoterapia analítica e realiza palestras em vários países.
Se descobriram gays aos 6-7 anos, quando o Édipo já tinha terminado(?). País presentes, precisa determinar o que é um pai ser presente ou estar presente, presença forte da mãe com figura do pai apagada: mãe forte pai fraco! Pai muito forte ou violento e mãe presente é submissa! O fato de ser criado na rua e ser hétero muito provavelmente teve a presença de pessoas com os quais fez identificação sexual. Freud, fala no desejo inconsciente incestuoso pelos pais do sexo oposto , e se frustrarmos estes desejos eles entenderão quem são aquelas figuras ditas de pais. Se os filhos ,por exemplo, não forem frustrados nestes desejos inconscientes, e passarem a ter uma intimidade maior com a mãe e irmã, dormirem com a mãe ( no lugar do pai), terão ansiedade, pesadelos noturnos que favorecerão a ser chamados a dormir com a mamãe, embora possa não compreender essa situação na infância. A permanecer este estado de coisa, sem a frustração normal de saber que o pai é namorado da mãe, por exemplo, eles poderão fazer uma identificação forte com a figura da mãe. Poderia citar uma centena de exemplos, mas, a ética não me permite.
Filha com identificação sexual com um pai forte psiquicamente é uma mãe fraca e submissa, por exemplo, pode deslocar essa identificação com a figura masculina do pai, estas são interferências negativas na formação da identificação edipiana, ou seja, ninguém tem manual de criação de filhos, geralmente os pais acertam por instinto ou erram por omissão, ausência ou por ser psiquicamente insuficientes.
Adorei a reportagem, pois nós que temos filhos pequenos nos direciona como conduzir da melhor forma a questão da sexualidade com eles!!!
OLá. Sempre acompanho seus artigos. Muito me enriquecem em aprender cada vez mais. Seu conteúdo
é TOP. Obrigado !
obrigado pelo apoio!