Por Natália Falavigna

A todo momento estamos procurando métodos revolucionários para emagrecer e sempre encontramos dietas que prometem isso de maneira rápida e milagrosa: dieta mediterrânea, dieta low-carb, dieta de Athkins, Dukan, south-beach, vegana, entre tantas outras. Hoje vamos falar do jejum intermitente, que na realidade não é uma dieta e sim uma estratégia interessante a favor do emagrecimento!
Vamos primeiramente entender o que significa. Jejum é a privação de comida ou redução das refeições diárias a uma só durante certo período. Essa prática era muito comum há milhares de anos, pois o homem tinha que caçar sua própria comida, passando muitas horas em jejum. Como a agricultura surgiu bastante tempo depois, basicamente só havia proteína e gordura para comer. Nos dias atuais, praticamos o jejum diariamente e isso acontece enquanto dormimos.
Alguns benefícios do jejum foram comprovados por pesquisadores do Centro Médico Intermountain, em Utah, nos Estados Unidos. Segundo eles, abster-se de comida de vez em quando faz bem ao coração e para a saúde como um todo. Os cardiologistas relatam que o jejum reduz os riscos de doença arterial coronária (caracterizada pelo estreitamento dos vasos sanguíneos). Também são notadas alterações significativas nos níveis de colesterol no sangue e no desenvolvimento do hormônio do crescimento. Outros benefícios são o controle de crises de epilepsia, a melhora do humor e a prevenção da diabetes e do envelhecimento.
O jejum intermitente consiste em praticá-lo por períodos que vão ser interrompidos de maneira programada, intercalando momentos de dieta. Existem dois protocolos principais nessa relação: a frequência, quando se alterna os dias em que se come normalmente com aqueles nos quais o consumo calórico é diminuído; e o tempo de jejum, que vai de 14, 16, 18 horas, até o limite de 24 horas.
A teoria dessa dieta é que o seu organismo comece a recrutar substratos energéticos do próprio corpo, pois com o jejum a pessoa não teria o substrato do alimento. Ao fazer essa dieta, teoricamente falando e de maneira bem simples e generalizada, o corpo usaria tecido adiposo, as gorduras, como fonte de energia para manutenção do metabolismo e, consequentemente, haveria perda de peso.

A maioria dos resultados dos protocolos realizados tem um desfecho favorável para a perda de peso, mas vários questionamentos sobre riscos e benefícios devem ser feitos antes que você se torne um adepto da estratégia: essa perda é somente de massa gorda ou de massa magra também? Como fica a taxa metabólica, ela diminui com o tempo? E o acúmulo dos tão falados radicais livres?
Alguns grupos devem evitar este tipo de dieta: crianças, adolescentes, idosos, diabéticos que fazem uso de medicamentos hipoglicemiantes e gestantes, além dos praticantes de atividade física, já que fazer exercícios físicos em jejum pode provocar hipoglicemia. Por todas essas razões, qualquer que seja a escolha para perder peso, é necessário ter o acompanhamento de um nutricionista e fazer controle periódico por meio de exames de sangue. Lembre-se que para perder peso não existem atalhos. Aliar uma reeducação alimentar com exercícios físicos em sua rotina diária ainda é a melhor forma para se conquistar uma vida saudável!


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