
Você planeja uma vida a dois morando na cidade onde nasceu, talvez próxima à sua família, adaptada ao estilo de vida que sempre teve, um casamento sem grandes surpresas, totalmente envolvida com o seu trabalho e círculo de amigos. Mas de repente você esbarra no grande amor da sua vida e tudo parece perfeito como nos seus sonhos. Mas com um pequeno detalhe: o amor é estrangeiro e mora em outro país!
Talvez seu companheiro ou companheira não se adaptou ao estilo de vida brasileiro, não se apaixonou pelo Brasil, estranhou a cultura, idioma e tradição, ou simplesmente tem uma carreira estabilizada em outro país . E daí que a vida a dois será em outro país. E quem terá que se adaptar é você! A pergunta é: você arriscaria?
O Portal Ideia Delas entrevistou quatro casais de nacionalidades diferentes que optaram em casar e enfrentar as dificuldades, os prós e contras desta grande mudança. O final é o esperado por todos: o amor tudo vence. O amor rompe muralhas, enfrenta a distância, supera a saudade, cria pontes, ignora as diferenças, une-se às afinidades. Vamos conhecer algumas histórias?
Kelly Cristina e Joel Brendon
Marina Esteves Scrivener e Douglas Scrivener

Em 2000 eu tranquei a faculdade de Relações Públicas na Universidade e viajei para a Inglaterra, com uma mão na frente e outra atrás. E numa noitada em Londres, literalmente, eu e o Doug nos “trombamos” e passamos a noite conversando. Depois de um mês começamos a namorar e o maior obstáculo para nós foi a distância. Isso porquê depois de 1 ano e 8 meses na Inglaterra, eu voltei para o Brasil para concluir a minha faculdade. O Doug veio comigo, mas ele estava com visto de turista e também não se adaptou no Brasil. Ele tinha muitas saudades da vida dele em Londres, da família e dos amigos, não se adaptou à cultura, clima. Durante 3 anos ele vinha e voltava e foi muito difícil. Quando me formei optamos em tentar a vida na Inglaterra e em 2007 alugamos nosso primeiro apartamento juntos em Londres. Nunca mais nos separamos.
Vanessa Sahão e Zubair Anwa
“No início, Zubair ficou apreensivo com a minha adaptação por causa do inverno rígido e por ficar longe da minha família, mas ele sempre foi muito carinhoso e acolhedor”. (Vanessa)

Um início, a julgar despretensioso e lúdico, não contava com este fim! Quando junto com o primo Gustavo, ela fazia uma incursão curiosa pela internet , ao recém instalado programa ICQ, , um dos primeiros programas a permitir que os usuários trocassem mensagens de texto em tempo real com seus contatos na internet. Desencadeou ai a história de forma bem humorada.
Naquela época não era tão comum esse contato pela internet. O primo Gustavo, morador de Londrina, entrou em uma sala de bate-papo e mostrou o perfil de Zubair Anwa para ela. Até porque, naquela época, ele mencionava a oportunidade de vir ao Brasil. A partir daí, Vanessa iniciou uma comunicação esporádica com Zubair.

A londrinense anteriormente já tinha programado ir para os Estados Unidos visitar familiares e Zubair foi visita-la. Coincidentemente, ele também tinha familiares na mesma região, em Oklahoma.
Em 1998, foi a vez de Zubair Anwar vir ao Brasil. Ele esteve no Rio de Janeiro participando de uma Conferência das Nações Unidas (ONU). Formado em física e economia, poliglota ( ele fala seis idiomas) Zubair ocupava uma importante função na ICAO – Organização da Aviãção Civil Internacional da ONU, responsável pelo planejamento econômico da aviação civil mundial.
Vanessa Sahão foi para o Rio de Janeiro encontrá- lo. “Nós tínhamos uma maravilhosa conexão “, explica o apaixonado Zubair. Vanessa, no período de decidir seu futuro, era empresária no segmento de uniformes hospitalares descartáveis. Ponderou e replanejou seus dias em virtude da mudança que se propunha fazer para o Canada, e assim o fez!
“No início, Zubair ficou apreensivo com a minha adaptação por causa do inverno rígido e por ficar longe da minha família, mas ele sempre foi muito carinhoso e acolhedor”, explica Vanessa. Chegando ao Canada, na província de Quebec, onde foram morar, ela foi estudar francês para dominar este idioma e também para manter contato com outras pessoas. Vanessa diz que se sente totalmente integrada à vida naquele país, onde trabalhou até aposentar-se em uma loja de departamentos de recursos humanos e serviços aos clientes. Atualmente o casal está aposentado profissionalmente e vêm com frequência ao Brasil, onde Zubair Anwar se sente totalmente integrado a família Sahão, e a cultura local. O casal esta casado há 22 anos e mora em Montreal.
Luciana Colli e Michael VanHook
Quando nos mudamos para nossa casa eu passei a ficar mais tempo sozinha durante a semana, mas nos finais de semana ele sempre me leva para algum lugar novo para fazer uma trilha, para uma cidade diferente, sempre se preocupa porque eu fico muito tempo só. Ele cuida muito bem de mim. Também participamos de uma igreja, e fiz amizades muito especiais nela”. (Luciana

A analista de sistema londrinense, Luciana Colli VanHook, mora atualmente em Hebron, Kentucky, Estados Unidos. Ela é casada há 10 anos com o americano Michael VanHook, professor de inglês na Randall K. Cooper High School.
O relacionamento deles começou de forma inusitada . “ A minha médica ginecologista, que é uma amiga, era noiva do melhor amigo dele. .Ela me falou muito bem dele e pediu para eu enviar minha foto para o Michael. Claro que mandei as melhores, e ele gostou. Começamos a nos falar em outubro de 2010 por e-mail, depois Skype, telefone, então em fevereiro de 2011 eu vim passar as férias nos Estados Unidos. Nesta época começamos a namorar. Namoramos durante dois anos e cinco meses, e nesse período nos vimos pessoalmente 99 dias, sempre nas férias, quando ele ia para o Brasil ou eu vinha para cá. Ele me pediu em casamento em julho de 2012 e nos casamos em julho de 2013”, explica Luciana.
Michael pediu desligamento do trabalho dele na escola e 15 dias antes do casamento chegou no Brasil de mala e cuia. O casal morou por oito anos em Londrina (PR). “ Eu e o Michael sempre conversávamos sobre vir morar nos Estados Unidos, era sempre algo mais distante, para quando eu me aposentasse, porém com a pandemia tudo mudou. Comecei a trabalhar em home office, e ele tinha vontade de voltar a dar aula aqui nos Estados Unidos. Oramos sobre isso, ele fez entrevista em uma escola e passou, eu conversei com meu chefe e ele me falou que eu poderia continuar trabalhando em home office daqui. Foi tudo muito perfeito, Deus cuidou de todos os detalhes”, ressalta Luciana.
Ela explica que não sentiu medo de deixar o Brasil e fixar residência nos estados Unidos. ”Medo eu não senti, foi algo orado, pensado, decidido, mas senti muito frio na barriga. Sempre morei em Londrina, nunca morei longe da minha família, dos amigos. Eu já havia vindo várias vezes aos Estados Unidos e sempre gostei daqui, da cultura, então isso também não me amedrontou”, diz.
O Michael foi em julho de 2021 para os Estados Unidos e ela ficou no Brasil para resolver detalhes burocráticos e vender suas coisas.” Cheguei aqui em 26 de setembro de 2021, dia do aniversário dele. Nos primeiros três meses ficamos hospedados na casa da minha sogra, que é uma pessoa muito amável, enquanto procurávamos um lugar para nós. Foi muito bom ficar na casa dela no começo, pois não tive que ficar sozinha. O Michael ficou muito doente quando chegou aqui, tomava muitos medicamentos, então chegava da escola muito cansado, sonolento, não conseguíamos conversar, e assim foi durante o primeiro ano, isso foi o maior desafio pra mim. Quando nos mudamos para nossa casa eu passei a ficar mais tempo sozinha durante a semana, mas nos finais de semana ele sempre me leva para algum lugar novo para fazer uma trilha, para uma cidade diferente, sempre se preocupa porque eu fico muito tempo só. Ele cuida muito bem de mim. Também participamos de uma igreja, e fiz amizades muito especiais nela”.

Segundo Luciana, sua maior dificuldade em morar em outro país é ficar longe da família. “Ficar longe do meu pai, das minhas irmãs, sobrinhos, amigos é difcil. Eu nasci em Londrina, então tenho amigas de infância, amigas da faculdade, sempre estávamos juntas. Finais de semana sempre eram com a família. Essa parte é bem dolorida”.
O casal não descarta um dia voltar a morar no Brasil.” O Michael gosta muito do Brasil, gosta muito das pessoas, fez boas amizades. Somos cristãos e temos uma sintonia muito grande em relação a buscar a vontade de Deus para nossas vidas, então em toda decisão oramos juntos pois queremos estar no centro da vontade do Pai, se for da vontade d’Ele com certeza voltaremos! Mas por enquanto vamos para passear e abraçar todo mundo!”.
Fotos do arquivo pessoal dos entrevistados





Luciana Colli e Michael VanHook, este casal e uma benção desejo toda felicidade do mundo para eles, e que possam realizar todos os seu sonhos, alinhado com a vontade de Deus.
Luciana Colli e Machael que Deus continue abençoando a vida de vocês. Que seus sonhos sejam os sonhos de Deus. Felicidades.
Ahhh que lindaaa matéria! Desses casais tenho um amor muito grande por duas amigas! Marina e Kelly vcs são muito especiais. Fico muito feliz por suas conquistas e estou animadíssima porque em pouco tempo seremos eu e meu marido para realizar o mesmo! Deus no controle! Amo vcs!
Makis parabéns pela matéria, mto legal!!!