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Dia Mundial do Doador de Sangue: Sete mitos e verdades sobre a doação de sangue

12 de junho de 2026 por Claudia Costa Deixe um comentário

Especialista esclarece dúvidas sobre critérios, segurança do procedimento e o impacto da doação para pacientes que dependem de transfusões

No Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, a data reforça a importância de manter os estoques de sangue abastecidos e chama atenção para um gesto simples, seguro e capaz de salvar vidas. Uma única doação pode beneficiar mais de um paciente e é essencial em situações como cirurgias, tratamentos oncológicos e atendimentos de emergência, todos dependentes da disponibilidade nos hemocentros. Apesar disso, dúvidas sobre critérios e segurança ainda afastam potenciais doadores.

O Brasil coleta anualmente cerca de 3,3 a 3,6 milhões de bolsas de sangue, o que corresponde a aproximadamente 1,4% a 1,8% da população doando sangue, ou cerca de 14 a 18 doadores por mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde. Apesar dessa dimensão, a demanda hospitalar segue contínua e depende da participação regular da população ao longo de todo o ano.

“Muitas pessoas deixam de doar por acreditarem em informações incorretas ou por não conhecerem os critérios que garantem a segurança de todo o processo. Esclarecer essas dúvidas é fundamental para ampliar o número de doadores e assegurar que os estoques estejam sempre disponíveis para quem precisa”, explica a Dra. Danielle Leão, médica hematologista da Croma Oncologia.
Para ajudar a esclarecer as dúvidas mais comuns, a especialista comenta sete mitos e verdades sobre a doação de sangue.

1. Homens podem doar sangue mais vezes do que mulheres ao longo do ano
Verdade. Homens podem doar até quatro vezes por ano, respeitando um intervalo mínimo de 60 dias entre as coletas. Já as mulheres podem doar até três vezes ao ano, com intervalo mínimo de 90 dias. A diferença entre os limites considera aspectos fisiológicos, especialmente a reposição de ferro no organismo, que tende a ser mais variável em mulheres devido ao período menstrual.

2. Quem tem tatuagem não pode doar sangue
Mito. Pessoas tatuadas podem doar sangue, desde que respeitem o período de espera após o procedimento. Em geral, o intervalo varia de seis a 12 meses, conforme as condições do local onde a tatuagem foi feita e a avaliação da triagem clínica. O objetivo é reduzir o risco de infecções que não seriam detectadas imediatamente em exames laboratoriais.

3. Quem tem ou já teve câncer não pode doar sangue
Verdade, com exceções. De forma geral, pessoas com histórico de câncer não estão aptas à doação porque existe o cuidado de garantir total segurança ao receptor e evitar qualquer risco relacionado à presença ou recorrência da doença. No entanto, alguns casos específicos podem ser avaliados individualmente pelos hemocentros, como câncer de colo do útero e carcinoma basocelular de pele, que apresentam baixo potencial de disseminação e podem não contraindicar a doação após análise médica.

4. Doar sangue causa anemia
Mito. A doação de sangue não causa anemia em pessoas saudáveis e aptas ao procedimento. Esse receio geralmente surge da associação entre a retirada temporária de sangue e a ideia de “perda” do organismo, mas o volume coletado é controlado e dentro de limites seguros. Antes da doação, o candidato passa por uma triagem e por teste de hemoglobina justamente para garantir que não haja risco de anemia. Além disso, o corpo repõe naturalmente os componentes sanguíneos em poucos dias, especialmente o plasma, e em algumas semanas as células vermelhas também são restauradas.

5. É preciso ser maior de 18 anos para doar sangue

Mito. No Brasil, podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis legais. Além disso, a primeira doação deve ter sido realizada até os 60 anos. Esses critérios são estabelecidos para garantir segurança durante o procedimento e boa adaptação do organismo à doação.6. Existem muitas restrições para doar sangue e poucas pessoas podem doarMito. Apesar de existirem critérios definidos para garantir a segurança do procedimento, a maioria das pessoas está apta a doar sangue em algum momento. As regras funcionam como orientações temporárias, que ajudam a identificar o melhor momento para a doação, considerando fatores como saúde atual, hábitos recentes e histórico médico. Em geral, após uma avaliação simples na triagem, muitos candidatos acabam sendo liberados para doar normalmente.

7. Após doar sangue, o organismo demora muito para se recuperar
Mito. A recuperação ocorre de forma gradual e segura. O volume de plasma é reposto em poucas horas, enquanto outros componentes sanguíneos são recompostos pelo organismo em poucos dias ou semanas, dependendo do tipo de célula. Por isso, os intervalos entre doações são definidos justamente para garantir que o corpo tenha tempo adequado de recuperação.

A doação de sangue segue como uma das formas mais diretas de apoio a pacientes que dependem de transfusões. Além de garantir a continuidade de tratamentos e atendimentos de emergência, o gesto contribui para a estabilidade dos estoques e o funcionamento dos serviços de saúde. Combater a desinformação e incentivar a doação regular são medidas essenciais para ampliar o número de doadores e assegurar atendimento seguro a quem precisa.

Arquivado em: Saúde Marcados com as tags: Dia Mundial do Doador de Sangue, dia mundialdedoaçãodesangue, doação de sangue, mitos, salvavidas, sangue, verderdades

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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