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ENQUETE : Como os jovens estão convivendo com a Pandemia, quais seus sonhos e como eles enxergam o Brasil de hoje?

15 de janeiro de 2022 por Claudia Costa 3 Comentários

Os jovens Emanuel, Giovanna, Ana Clara, Otávio, Giovana, Rodrigo, Maria Fernanda e Yago falam sobre seus sonhos e expectativas. Agradecimento: arte//Vladmir Fernandes

 

 

Por Claudia Costa

Eles são jovens, bonitos e com um futuro pela frente, mas há quase dois anos suas vidas mudaram radicalmente. Ir para a balada, encontrar os amigos e ir passear no shopping ou ir à escola são alguns dos programas que somente agora  estão voltando aos poucos à rotina dessa moçada.

O Portal IDEIA DELAS  entrevistou oitos jovens ( dos 16 aos 27 anos)  que demonstraram conscientização com os problemas que o país está atravesando como aumento do desemprego e a fome. Eles contam  nesses depoimentos como foi enfrentar essa fase da Pandemia que exigiu isolamento social, quais seus sonhos e expectativas com o Brasil . Conheçam o que pensam Rodrigo Delatre, Giovanna Pires, Otávio Zanardi, Ana Clara Soares, Yago Beppler, Emanuel Militão, Maria Fernanda Musetti e Giovana Polachini .

 

O jovem Rodrigo Delattre, 27 anos, casado com Maria Clara, 22 anos, e  pai de Theo que completa dois anos este mês.
O jovem Rodrigo Delatre com a esposa Maria Clara e o filho Theo. Ele perdeu a mãe, Maria das Graças, durante a Pandemia

 “Acredito que cada vez mais o custo de vida vai nos obrigar a buscar novas fontes de renda. Eu , possivelmente, vou ter que retomar meus estudos para aumentar meus rendimentos. Já comecei  alguns cursos superiores (administração de empresas,  gastronomia e química )  mas abandonei todos, apesar de ter cursado alguns anos. Ainda não encontrei um curso superior que atenda às minhas expectativas, que me faça feliz. Morei durante um ano nos Estados Unidos, onde trabalhei e convivi com uma cultura diferente. Na época minha mãe, Maria das Graças, morava e trabalhava nos EUA.

Já faz algum tempo que trabalho com vendas, em uma loja especializada em bicicletas, Point 700, de Londrina.  Vejo o Brasil cada vez mais desigual, apesar de ser um pais que possui um imenso potencial para oferecer uma boa qualidade de vida para a população. A cada ano que passa, vejo que uma pequena parcela dos brasileiros enriquece cada vez mais, aos custos de uma população que tem cada vez mais dificuldades para ter o básico. Tudo é desviado com o  enriquecimento ilícito. Percebo o Brasil como a 500 anos atrás.  Cheio de riqueza, mas sendo devastado.

Meu principal sonho é poder dar uma vida confortável para minha família e trabalhar no que gosto. Também desejo viajar e conhecer novos lugares.

A minha vida nesta Pandemia mudou bastante. Acabei me afastando de algumas amizades e diminui bastante o contato com alguns familiares. Infelizmente perdi minha mãe, Maria das Graças Baia. Ela teve COVID e ficou mais de 20 dias na UTI. Ela se recuperou deste vírus, mas tinha uma comorbidade, um câncer de mama. A doença se espalhou rapidamente neste período que minha mãe estava em tratamento contra o COVID.

Foi e está sendo um momento muito difícil. Eu já tomei a primeira dose da vacina e estou aguardando para tomar a segunda dose”, diz Rodrigo que sempre foi um jovem alegre e dinâmico. Ele encontra forças na esposa  Maria Clara e no filho Theo.

 

A londrinense Giovanna Pires Silva, 20 anos,  acadêmica de direito na UEL , é estagiária  no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.

 

” O Brasil voltou para o mapa da fome, muita coisa tem me frustrado neste país”, salienta Giovanna Pires

“O que eu espero para o meu futuro é ser feliz e realizada com a profissão que escolhei, bem como poder ajudar as pessoas, mesmo que seja com pequenas atitudes e ações. Espero ajudar a construir um mundo um pouco melhor. Desejo continuar próxima da minha família e dos meus amigos, viajar e conhecer o mundo,

Atualmente, creio que não há ninguém que diga que não tem nada no Brasil que o incomoda. Eu pessoalmente não consigo nem listar todas as coisas que me incomodam. Nesta Pandemia tudo se agravou mais um pouco. O negacionismo, a ignorância, a incompetência do Governo Federal, o preconceito e a intolerância. Além disso, tem o grave  fato de que o Brasil voltou para o mapa da fome, e o aumento do desemprego. A miséria dos mais necessitados vêm crescendo cada dia mais e vejo que ninguém (nem o governo e nem a iniciativa privada) faz nada para mudar essa situação, tudo isso me frustra demais.

Eu amo o Brasil, vejo ele como um país maravilhoso e o povo brasileiro é incrível, porém hoje em dia creio que toda essas qualidades estão sendo desperdiçadas e deturpadas por uma má-administração e pela ignorância de algumas pessoas.

Atualmente, meu principal sonho é estudar fora do país quando concluir meu curso na Universidade. Já estou me planejando  na medida do possível para realizar este sonho. A longo prazo, quero ser feliz e realizada nesta profissão que escolhi, além disso pretendo que nesta profissão eu possa ajudar as pessoas e ser referência no meu âmbito de atuação.

No começo do isolamento social foi muito difícil acostumar com as mudanças que a Pandemia desencadeou: parar de ver os amigos, a família, homeoffice e aulas por EAD, ou seja, praticamente todos os âmbitos da minha vida mudaram. Sempre gostei muito de ir a faculdade, do ambiente de trabalho e de sair e confraternizar com a família. Não sou uma pessoa muito “caseira”, então ,sofri muito no começo pois fiquei totalmente isolada. Aos poucos fui me adaptando, e ainda estou em EAD e no homeoffice. Agora, como já estamos em outubro de 2021, creio que as coisas vêm gradualmente voltando à “nova normalidade”, e como meus familiares e amigos estão todos vacinados, estamos nos vendo algumas vezes no mês, porém tomando todos os cuidados necessários.  Felizmente não perdi nenhum amigo para o COVID. Em setembro me vacinei. Esperei ansiosamente por este momento e finalmente ele chegou!”

 

Yago Beppler Lopes Costa, 22 anos, estudante de animação digital na Faculdade Melies  e formado em animação no curso livre da EPA, mora em Cotia ( região metropolitana da cidade de São Paulo), e trabalha em sistema home office.

“ Desejo ter  vida próspera, mas realisticamente espero uma enorme crise climática e econômica no mundo todo. O Brasil perdeu a capacidade de se reeguer, está destinado ao fracasso e à frustração da população. Nada específico, tudo parece precário.

Espero conseguir viver confortavelmente, formar uma família própria, eventualmente ter filhos.  A Pandemia mudou muito o meu dia a dia, mas graças a flexibilização das exigências e a minha própria consciência comecei a retomar algumas atividades sociais mas com cautela e leve neurose. Não perdi nenhum amigo felizmente. E já tomei a primeira dose da vacina”.

Anna Clara Soares da Costa, 21 anos, mora em São Caetano do Sul, no estado de São Paulo. A jovem é acadêmica de História na Universidade de São Paulo,  trabalha na empresa  Adv Seguros- corretora de Planos de Saúde.
“É complicado ser jovem nos dias de hoje, tornamo-nos objeto de sarcasmo, nossas ideias, pensamentos e ideais não são levados a sério, muito menos os assuntos que nos importam”, afirma Anna Clara .Foto: Nayara Samamarco

 

“Minha expectativa de vida, no momento, é poder finalizar meu curso, e começar uma nova graduação em História da Arte. Me vejo no futuro estabilizada financeiramente, podendo auxiliar de alguma forma amigos e parentes. Acredito que, até lá, terei ideias melhores formuladas, e terei meu objetivo alcançado. Me imagino casada e com filhos.

Vejo o Brasil atualmente em uma ampla e dominante polarização que tem como seus ideais a distorção da sua própria história como país. Como estudante de história, minha perspectiva atual sobre o Brasil me leva a lembrança das aulas que tive sobre a invasão portuguesa no Brasil Colônia, em que a ideia principal também era distorcida, com ideais vinculados ao ganho de terras e uma concorrência em dominação mundial por parte dos países dominantes. De fato, o que mais me incomoda é a falta de informação que corre tão rápido como uma fake news.

É complicado ser jovem nos dias de hoje, tornamo-nos objeto de sarcasmo, nossas ideias, pensamentos e ideais não são levados a sério, muito menos os assuntos que nos importam. A falta de informação nega a história, nega o presente e negará o futuro.

Os meus principais sonhos é poder realizar o curso de graduação de História da Arte, trabalhar em um museu renomado na minha área , adquirir independência financeira, conhecer outros países, culturas e costumes , casar e ter filhos e ajudar a construir um mundo melhor para a futura geração.

Neste período de Pandemia a minha vida mudou drasticamente. Além do isolamento social, a instabilidade governamental e as inúmeras dificuldades que encontrei, o maior desafio foram as aulas da faculdade em EAD e não poder encontrar os meus amigos. A comunicação com os alunos e professores foi muito precária justamente no ano em que ingressei para a Universidade, o COVID-19 se alastrou. Minha relação atual com os amigos mudou drasticamente, fazendo-me ressignificar coisas simples, como sair de casa e ir jantar com os amigos, ou tomar uma saideira com os colegas pós-aula. Infelizmente muitas coisas mudaram e tive que me adaptar. Eu perdi um conhecido para o COVID.  Felizmente tomei minha primeira dose da vacina”.

Otávio Zucoli Zanardi, 21 anos, cursa o 4º ano de direito na Universidade Estadual de Londrina.
“Estamos num amplo retrocesso social e político. Direitos conquistados com muita luta no passado, estão sendo destruídos”, afirma o acadêmico de Direito Otávio Zanardi

“ Acredito que com o passar dos anos, a questão social se fará mais que presente em nossas vidas. Por esse motivo que me interesso em trabalhar em carreiras humanitárias. A nossa geração é caracterizada por se interessar mais por questões identitarias ( leia-se identidade). Talvez possamos ter uma luta mais combativa pela inclusão no futuro.

Estamos num amplo retrocesso social e político. Direitos conquistados com muita luta no passado, estão sendo destruídos num piscar de olhos. Fico muito sensível com as notícias sobre a fome e a pobreza. Acho que mais do que nunca precisamos de cooperação para resolver os problemas globais.

Tenho o desejo de fazer um mestrado no exterior na área de Direitos Humanos. Por sequência, quero conquistar realização profissional e estabilidade financeira e emocional.

Antes de receber as duas doses da vacina, fiquei totalmente recluso em casa. A quantidade de passar muitas horas na frente de um computador me gerou um cansaço mental, coisa que antes eu não tinha antes. Apenas agora, nesse semestre, após tomar a primeira dose, estou encontrando com poucos amigos e buscando ter lazer fora do meio digital.

Felizmente não perdi nenhum amigo próximo para o Covid, mas alguns conhecidos tiveram a doença com sintomas leves.”

 

 Emanuel de Souza Militão, 16 anos, mora em Londrina, onde cursa o  segundo ano do ensino médio no Colégio Londrinense.
“Meu grande sonho é morar em outro país”, diz Emanuel Militão

 “ Vou ser sincero não me vejo vivendo o “sonho americano”, pois tenho acompanhado pessoas da geração anterior à minha e vejo que cada vez mais está difícil ter uma casa própria e manter uma família vivendo “bem” . Depois de ver alguns estudos a respeito, vi que a tendência é ficar cada vez mais difícil, então posso dizer que já baixei as expectativas
Vejo o Brasil atualmente como um grande episódio vergonhoso de “The office” que nunca acaba, seria mais cômico se não fosse tão trágico. Um assunto que me incomoda muito atualmente é a exigência de um posicionamento político por parte de algumas pessoas.
Meu grande sonho é morar em outro país , e outro sonho seria ter um carro próprio mas não qualquer carro sendo mais específico um Cadillac de Ville modelo 1970

No começo desta Pandemia foi mais difícil por causa do maior número de restrições em relação aos estudos presenciais, mas agora está relativamente mais fácil. Agora os encontros reduziram bastante e as locações tem que ser escolhidas a dedo pois devem “bater” uma série de requerimentos como , o lugar é ao ar livre ? as pessoas que frequentam usam a máscara corretamente ? e etc. Não, não perdi nenhum amigo para a Covid. Ainda não tomei a vacina, mas já estou cadastrado”.

 

A jovem Maria Fernanda Fontana Musetti, 18 anos, aluna do ensino médico em Londrina.
Maria Fernanda diz que suas expectativas com o Brasil são péssimas

“Sinceramente, as minhas expectativas são péssimas. Esta Pandemia, as escolas não têm estrutura para ter aulas presenciais, professores e alunos sem máscaras, com dispenser de álcool em gel vazios… isso é o mais preocupante no atual momento, na minha opinião.

Sonho em ingressar em uma faculdade, me formar, ser uma excelente profissional ,e acima de tudo, ser mãe.

Confesso que no início foi difícil ficar em casa, afinal nos finais de semana éramos acostumados  sair para encontrar os amigos em algum barzinho ou ir na casa de alguém. Mas nessa fase ficamos em casa, o que por um lado foi bom, pois aumentou o convívio com a família. Graças a Deus não perdi nenhum amigo para o COVID. Já tomei a primeira dose da vacina”.

A londrinense Giovana Polachini Farias, 19 anos, estudante do ensino médio, trabalha em um salão de beleza de propriedade da família.
” Ainda bem que a vida esta voltando ao normal. Já tomei a primeira dose da vacina”, afirma Giovana Polachini Farias

“No início da Pandemia a nossa vida mudou bastante, novas regras, sem poder sair e conviver com os amigos. Felizmente agora as coisas estão começando a normalizar. Acredito que a  nossa rotina já voltou 50% . Este mês já estou tendo aulas presenciais, por isso estou trabalhando somente meio período no salão. Pretendo terminar meus estudos, casar, ter uma família e morar em uma linda casa. Já tomei a primeira dose da vacina”, diz a jovem Giovana que trabalha desde os 15 anos no salão com seu pai. Ha um ela ano namora um rapaz que atualmente esta trabalhando como motoboy.

Fotos: arquivo pessoal

Agradecimento: Vladmir Farias/ arte da capa

** Materia original postada outubro 2021

Arquivado em: Destaque, Entrevistas Marcados com as tags: #, #cidadania #, #conscientização, #covid, #familia, #futuro, #jovens, #planos, #sonhos, #vacina

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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Comentários

  1. Giovanna diz

    6 de outubro de 2021 em 13:12

    Muito bom!!!

    Responder
  2. REINALDO C. Zanardi diz

    6 de outubro de 2021 em 15:13

    A pandemia afeta muito todos os segmentos, mas os jovens têm passado por uma barra pesada. Afinal, estão em fase de formação, expectativas profissionais, muitas definições. Como temos um governo federal perversamente incompetente, isso mina as políticas públicas e deixa o futuro ainda mais incerto. Que a pandemia acabe e leve junto o governo o Bolsonaro.

    Responder
  3. Lucas Costa Milanez diz

    9 de outubro de 2021 em 09:26

    Cada um com a sua história e perspectiva de vida. Muito legal.

    Responder

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