
Por Claudia Costa
Em tempos de tantas mudanças, desafios e incertezas, diferentes questões podem afetar a tranquilidade das pessoas. Trabalho, saúde, segurança, situação econômica, relações familiares, política e futuro são apenas alguns dos temas que fazem parte das preocupações do dia a dia.
Para saber o que realmente tem tirado a paz das pessoas neste momento, o IDEIA DELAS ouviu homens e mulheres de diferentes idades, profissões e cidades. Cada participante aponta sua principal preocupação e explica o motivo.
As respostas revelam diferentes percepções sobre o presente e ajudam a traçar um retrato das inquietações que fazem parte da vida dos brasileiros.

“A violência desenfreada, seja ela doméstica, infantil, sexual, psicológica ou contra grupos específicos.”
Silvana Bianchini Silva, 56 anos. mãe, cuidadora, Londrinha (PR).

” O que tem tirado a minha paz nos dias atuais é o momento político que estamos passando. Estão ameaçando a nossa democracia.”
Angelo Pamplona,64 anos, empresário e empreendedor cívico. lONDRINA (PR)..

“O que me preocupa hoje é a situação econômica do nosso país. Percebo que todos os ramos do comércio estão em crise!! Do vestuário então!! Aqui em São José do Rio Preto (estado de São Paulo) várias lojas fecharam!! Impostos são altíssimos!! Concorrência de produtos chineses sem qualidade invadindo espaço das empresas nacionais!!”
Magali Ferreira Lemes, 64 anos, comerciante, São josé do Rio Preto (SP).

“Sempre procuro evitar coisas que possam ameaçar a minha paz. Há tempos não assisto noticiário político ou econômico, mas me considero bem informado. Whatzap depois das 18h só em casos de emergência. Nunca entro em debates ideológicos e estou sempre focado em criar e trabalhar em projetos que gosto e que me fazem feliz. Só ando em boa companhia e estou sempre fazendo planos para a próxima viagem, por mais curta que possa ser.”
Luciano Schmeiske Pascoal, 56 anos, jornalista e cineasta, Londrina (PR).

“Tenho vivido, nos últimos meses, uma fase muito boa, gestando um bebê que tem crescido e se desenvolvido bem. A cada nova boa notícia, sinto uma ótima sensação de bem-estar. Ao mesmo tempo, com as mudanças hormonais, meu humor tende a ficar mais oscilante. Eu diria que essa instabilidade incomoda um pouco, mas não chega a ser um problema, pois sabemos que faz parte da natureza desse processo.
Também é impossível não pensar em tudo o que envolve a chegada de um novo integrante à família: organizar a casa, as finanças e, de certa forma, a própria mente. Tudo isso traz preocupações. Mas são preocupações que chegam sempre acompanhadas de muita satisfação, por estarmos, afinal, vivendo algo que há muito sonhamos e desejamos.
Alanna Braz Morais, 37, servidora pública em Maceió (AL).

“O que me tira a paz é avanço global da extrema-direita num contexto que remete ao começo do século XX , quando houve a ascensão do fascismo e o surgimento do nazismo na Europa.
Estamos vendo uma parte da sociedade questionar os direitos humanos consolidados pela ONU logo após o fim da segunda guerra, embasados em velhos e equivocados conceitos, que tentam justificar a retirada desses direitos, com a promessa de que o sacrifício de certos grupos ou leis , trará “ordem , progresso e segurança” para a maioria .
A história já provou inúmeras vezes, que o “nós contra eles” é um grande equívoco.”
Ivani Flora, 60 anos, jornalista no Rio de Janeiro (RJ).

“O que mais tem tirado minha paz é a sensação de injustiça e de falta de coerência das pessoas.
Incomoda-me perceber que os mesmos fatos podem ser julgados com réguas diferentes, dependendo de quem esteja envolvido.
Também pesa a crescente polarização, que transforma adversários políticos em inimigos e dificulta um debate baseado em fatos.Minha preocupação é quando instituições e autoridades parecem abandonar a imparcialidade que seus cargos exigem.
No fundo, parece haver uma inquietação com a possibilidade de que a verdade esteja perdendo espaço para conveniências e interesses”.
Brazil Alvim Versoza, 61 anos, engenheiro eletricista, Londrina (PR).

“A insegurança física e digital me tira a Paz. Pelo fato de morar em São Paulo, hoje a segurança é uma dos fatores que mais me tiram o sono e que eu não vejo endereçamento. A sensação de insegurança instalada no país, principalmente, nas grandes cidades e o que nos faz repensar. Além dos ataques físicos constantes, os ataques digitais tem nos feito mudar a forma de pensar em seguranca.”
Fernanda Pires, 44 anos, Relaçoes Públicas e administradora, São Paulo (SP).

“Certas situações que fogem das nossas mãos, acabam mexendo com a gente. Acredito que o que mais tenha tirado a minha paz é perceber que nem tudo acontece no tempo e na maneira que gostaria.”
João Batista Cândido Gomes, 60 anos, produtor de eventos, Londrina (PR).

“Hoje, a minha maior preocupação é não conseguir juntar dinheiro e aumentar o meu capital. Em um cenário de custos cada vez mais altos e incertezas econômicas, acredito que construir uma reserva financeira e investir no futuro deixaram de ser apenas um objetivo: tornaram-se uma necessidade para conquistar mais segurança, estabilidade e qualidade de vida.”
Tatiane Garcia de Oliveira, 41 anos, contadora, Londrina (PR).

“O que mais me tira a paz são os impostos altíssimos municipais, estaduais, federais e multas de trânsito que nos rodeiam no dia a dia”
Celso Luis Oliveira, 60 anos, jornalista Cambé (PR).

“O que mais me tira a paz atualmente são pessoas folgadas. Aquela que fura a fila no trânsito, nao cata o cocô do cachorro, enfim,quer sempre levar vantagem em cima dos outros”.
Carolina Penna de Almeida, 44 anos,Fisioterapeuta em Belo Horizonte (MG).

“O que tira a minha paz atualmente é a insegurança de sair a noite e a preocupação com os familiares em suas saídas noturnas. Preocupações com a esposa, filhos, noras, genro e netos. A preocupação só cessa quando retornam seguros para seus lares…”
Olavo Roberto de Arruda Campos, 70 anos. engenheiro civil, Londrina (PR).


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