
Os gatos são carinhosos e apegados aos seus donos tanto quanto os cães. Eles podem dormir até 18 horas por dia. O felino mantém alguns comportamento como territorialidade e individualidade, conforme explica o veterinário Marcelo de Souza Zanutto, professor da Universidade Estadual de Londrina. Segundo ele, os gatos não deveriam ser levados para tomar banhos em pets. “Esse ambiente provoca grande estresse no animal, além de retirar seu cheiro, o que faz parte de sua identidade, principalmente quando vive com outros gatos”, explica.
Por Claudia Costa
Diferentemente do que algumas pessoas pensam, os gatos são apegados aos seus donos, mais do que à casa onde vivem. Eles dormem até 18 horas por dia, normalmente quando a casa está vazia. O gato não reclama como o cachorro de solidão. Ele ainda mantém aspectos de seu comportamento selvagem, como territorialidade e individualidade, visto que sua domesticação pelo homem é recente. Se ele viver na rua, vai caçar para sobreviver.
Os gatos são carinhosos, amigos, dormem a maior parte do tempo e vivem ronronando pelos cantos da casa. Eles adoram receber atenção e carinho, mas não gostam de ser apertados, que puxem seu rabo e odeiam cheiros de perfumes e lavandas, pois perdem sua identidade. Quando bem cuidados, vivem até 17 anos.

Segundo o veterinário Marcelo de Souza Zanutto, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), formado pela USP e doutor e mestre em Clínica Médica Veterinária, os gatos não deveriam ser levados para tomar banhos em pets. “Esse ambiente provoca grande estresse no animal, além de retirar seu cheiro, o que faz parte de sua identidade, principalmente quando vive com outros gatos”, explica.
O especialista explica que a idade ideal para adotar um gatinho é logo após o desmame, que ocorre de seis a oito semanas. Até os seis meses o animalzinho é receptivo e mais fácil de ser domesticado e acostumado a diferentes texturas de alimento. Na escolha da raça do bichano, deve-se levar em conta a temperatura da cidade onde o animal vai viver. Gatos de pelos longos sofrem muito com o calor.
É importante que o gatinho fique à vontade no seu novo lar, com os objetos indispensáveis para o seu bem-estar: cama, caixa de areia com granulado sanitário para ele fazer suas necessidades fisiológicas, comedouro, bebedouro e alguns brinquedos. Em apartamentos é fundamental colocar telas de proteção nas janelas.

Alimentação tem que ser rica em água
Os gatos são animais carnívoros e necessitam de uma dieta proteica, rica em aminoácidos essenciais. A espécie é originária de regiões desérticas, onde tem escassez de água, por isso mantém a urina concentrada. Porém, é essencial que o dono acostume o animalzinho com uma dieta úmida, pensando na velhice dele. “Problemas renais são muito comuns nos gatos, por esse motivo é importante que ele seja acostumado com alimentos que contenham muita água. Deve-se alimentar o bichano várias vezes ao dia com pequenas refeições”, diz o professor Marcelo de Souza Zanutto, salientando que os produtos industrializados contêm muita água e são indicados, basta verificar o rótulo com a validade.

Vacinas fundamentais
Para definir sobre as vacinas é importante verificar duas situações. Ele deve ser vacinado com seis semanas se for um animal de alto risco de contrair doenças (na rua ele manterá contato com outros animais). Se não for para a rua, é considerado de baixo risco e deverá ser vacinado com oito semanas.
São quatro as principais doenças que acometem os gatos:
Panleucopenia – É uma doença infecciosa que acomete os felinos e sua contaminação é causada através de secreções de outro felino infectado. Essa doença tem evolução rápida, provocando diversos sintomas como febre, perda de apetite e vômito. O causador da doença é o parvovírus, que destrói as células de defesa, deixando o animal suscetível a todo tipo de infecção. A doença pode ser evitada com a vacinação do filhote. Mas, se ocorrer a contaminação, não há medicamentos para a cura.
Rinotraqueíte – O herpesvírus felino é o agente causador da rinotraqueíte, uma infecção comum do trato respiratório superior dos gatos. Não é uma doença contagiosa para os humanos. Os gatinhos adquirem o vírus, na maioria das vezes, na infância. A principal forma de transmissão direta é por contato com as secreções dos olhos ou nasais. Os espirros também são uma forma indireta e comum de transmissão. A mamãe pode transmitir o vírus aos fetos e é comum ocorrer aborto nas gestantes doentes.
Uma vez adquirida a doença, 80% dos gatos tornam-se portadores do vírus para o resto da vida, mesmo que nunca mais apresentem qualquer sintoma. O vírus pode voltar a se replicar nesses animais em situações de estresse, que podem ser desde uma simples viagem até uma doença debilitante. Os principais sintomas são espirros, secreção nasal (catarro), dificuldade de respirar, febre e desidratação. Por causa da replicação do vírus nos olhos, é comum os animais ficarem com os olhinhos fechados e com secreção purulenta. Úlcera de córnea costuma ocorrer com certa frequência. Alguns gatinhos podem desenvolver dermatites (inflamação da pele) ao redor dos olhos também, mas são menos comuns que os outros sintomas.
Calicivirose – É uma infecção bastante séria e um dos principais problemas de saúde que podem acometer os gatos. Também conhecida pela sigla CVF, a doença tem o calicivírus como principal agente e é altamente contagiosa, sendo transmitida, principalmente, por meio do contato direto entre um bichano sadio e um animal doente. Considerada como um dos mais comuns problemas respiratórios em gatos (junto com a rinotraqueíte), a calicivirose felina também pode ser transmitida por secreções. Portanto, qualquer tipo de brinquedo ou acessório utilizado por animais contaminados deve ser descartado, já que pode armazenar o calicivírus por até uma semana, facilitando o contágio de outros bichanos. A única maneira de prevenir a doença é através da vacinação polivalente, que deve ser administrada a partir dos dois meses de vida do animal, protegendo-o contra a rinotraqueíte e a panleucopenia, além da calicivirose.
Raiva felina – A raiva felina é uma doença viral causada por um vírus do gênero Lyssavirus, transmitida via mordedura, lambida ou arranhadura de um animal infectado. Pode também ocorrer pelo contato com as fezes, urina ou sangue, sendo essa forma menos frequente. Os animais silvestres são os principais transmissores da raiva, entre eles os morcegos e macacos. É uma doença altamente contagiosa e não tem cura, sendo fatal para 99% dos animais infectados.
Mesmo considerada erradicada, a prevenção é mantida através de vacina anual. Isto ocorre porque a raiva é uma doença de alto risco para os animais e os seres humanos, sendo considerada uma antropozoonose. Não existindo ainda um tratamento eficaz, a doença acaba levando o animal a óbito em alguns dias.

Procriação e castração
É recomendável a castração dos gatos porque traz alguns benefícios, como aumento do tempo de vida, e previne o aparecimento de câncer de mama, porém precisa ter atenção com a alimentação para que o gato não se torne obeso. O período de incidência da luz solar é importante para que a gata entre no cio. Isso acontece duas vezes ao ano (no verão e na primavera) e ela não sangra como as cachorras. É através da liberação de feromônios, substância química liberada pela fêmea através da urina, que o macho reconhece uma gata no cio. Para a gata ovular, ela necessita do estímulo peniano do gato e a gestação dura de 58 a 72 dias.
Fontes:
Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária
http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/M740Ww1C8nWhuyp_2013-6-21-12-3-43.pdf
Portal do Felino
http://portalmedicinafelina.com.br/herpesvirus-felino/
Matéria original postada em 06/06/2019.


Parabéns Cláudia! Amei o conteúdo, completo 👏👏
Amo os animais, aliás sou uma protetora e tenho 30 gatos na minha casa todos adotados, são Apaixonantes e apesar de vc falar q vivem em torno de 17 anos, tenho uma senhorinha de 25 anos a Mimi, um tanto debilitada pela idade, mais aqui firme me dando mto carinho😻
Oi Cláudia!
Só agora pude ler essa explanação sobre a vida do gato.
Maravilhosa,adorei!
Você sabe que tenho um gatinho,mas já tive 5 de uma vez. Foram virando estrelinhas!
Amo demais os animais.
Concordo plenamente com o professor em dizer que não deve dar banhos no gato,eles são super limpos.
Parabéns querida, muito boa explicaçào…foi uma aula!
Obrigado por seu feedback Iraides. Ele é muito importante para nós. Eu nunca tive gatos e não conheço muito sobre esses bichinhos. Mas acho eles uma graça. abraços