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A história de Londrina pelo avesso

5 de dezembro de 2019 por Claudia Costa Deixe um comentário

Sonia Pascolati lança “Bodas de Café”, dramaturgia emblemática de Nitis Jacon em colaboração com o Grupo Proteu que conta a história de Londrina pelo viés de pioneiros ignorados pela história oficial

 

Um presente pelos 85 anos de Londrina e pelos 40 anos do Proteu. A edição de “Bodas de Café” que a pesquisadora e professora do Departamento de Letras Vernáculas da UEL Sonia Pascolati lança neste sábado não é apenas a publicação de uma das peças mais importantes da dramaturgia londrinense. Trata-se de estudo profundo sobre as histórias esquecidas da cidade em influxo com seu DNA cultural. O livro traz a íntegra do texto assinado por Nitis Jacon a partir de trabalho coletivo com o Proteu, além de dois ensaios críticos assinados por Pascolati em que analisa a obra por seu viés político ou dialético e a trajetória do grupo que projetou o nome de Londrina para além-fronteiras da década de 1970 a 1990.

O evento de lançamento acontece a partir das 18h30 do sábado, dia 7, no Sesc Cadeião Cultural (R. Sergipe, 52), com entrada gratuita. Sonia fará uma exposição dos principais conteúdos da peça e contará com a leitura de trechos pelos atores Raíssa Bessa, Raquel Sant’Anna e Wilson Papeschi, que participaram de uma remontagem de 2014 realizada pela Funcart e dirigida por Carol Ribeiro e Simone Andrade. Na ocasião, o livro estará sendo vendido pelo preço promocional de R$25 (com 50% de desconto sobre o preço de capa). A edição é da Eduel e o apoio para o evento é do Sesc. Um primeiro lançamento foi realizado no mês de agosto, dentro da programação do Filo.

A escritora Sonia Pascolati lança “Bodas de Café”, dramaturgia emblemática de Nitis Jacon em colaboração com o Grupo Proteu que conta a história de Londrina. Foto: Fábio Alcover

“Bodas de Café” traz ainda fartas notas de rodapé que auxiliam na compreensão das alegorias da dramaturgia, além de explicar dados de encenação, que Sonia obteve a partir de um vídeo da montagem original, de 1984, e de entrevistas com 12 integrantes do Proteu. Primeiro texto produzido coletivamente pelo grupo, “Bodas de Café” é considerado um marco na trajetória do teatro londrinense pela grande repercussão da peça, qualidade e versatilidade cênica.

O livro é resultado de pós-doutorado de Sonia Pascolati no Programa de Pós-Graduação em Literatura e Interculturalidade da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB – 2018). Para realizar a pesquisa, ela fez um levantamento de documentos relacionados ao espetáculo, como ficha técnica, historiografia, material manuscrito, além do datiloscrito original. A montagem de “Bodas de Café”, que reuniu um elenco de 29 atores, levou para os palcos a história de Londrina a partir da perspectiva dos cidadãos comuns, como o trabalhador rural, o corretor de imóveis e a prostituta.

Na época, o espetáculo marcou as comemorações do aniversário de 50 anos da cidade, sendo apresentado ao público em dezembro de 1984, no Teatro Ouro Verde. A estreia ocorreu meses antes, em julho, na Casa de Cultura da UEL. Logo após, o grupo seguiu para o Rio de Janeiro, onde participou do projeto Mambembão. O espetáculo foi apresentado 88 vezes, entre 1983 e 1984, conforme relata a escritora na entrevista a seguir.

Nitis Jacon, foi diretora e é grande referência do grupo de teatro Proteu

 

Como e quando foi o seu primeiro contato com a dramaturgia de Nitis Jacon e do Proteu?

Desenvolvi um projeto de pesquisa sobre dramaturgia londrinense de 2013 a 2016 na UEL. Em 2014, nos dedicamos ao estudo dos nove textos de autoria coletiva do grupo Proteu.

Na elaboração do livro, você realiza um longo trabalho de pesquisa documental e entrevistas. Quais as descobertas mais surpreendentes?

A avalanche de recepções positivas aos espetáculos, registrada pela imprensa, com destaque para Bodas…, Salto alto, ZYDrina e Transgreunte Ascendente Aquarius; a compreensão do processo criativo do grupo; e, pessoalmente, conhecer outras facetas da história de Londrina.

 

Qual foi o estado em que encontrou os originais de Bodas de café e quais os principais desafios na transcrição da dramaturgia para o formato de livro?

À época, o material estava na Divisão de Artes Cênicas da Casa de Cultura da UEL, sob os cuidados de Paulinho Braz, que nos deu livre acesso a tudo. Para o livro, meu esforço foi a inserção de notas explicativas de teor histórico e dramatúrgico, assim como o cotejamento com uma gravação em vídeo do espetáculo encenado em 1984, como conta a escritora na entrevista a seguir.  

 

A narração da história não-oficial ou por vozes heterodoxas é um procedimento que ganha força no teatro contemporâneo. Você considera que Nitis e o Proteu antecipam características na forma e no conteúdo da cena atual? Quais são estas características?

Creio que essa revisão crítica da história oficial venha ocupando os palcos nacionais desde a primeira metade do século XX, a exemplo de Oswald de Andrade e Jorge Andrade. Minha análise crítica do texto-espetáculo localiza essa produção na intersecção entre o moderno e o contemporâneo no teatro, uma vez que a presença brechtiana é flagrante, mas o espetáculo é pleno de performatividade.

 

“Londrina é uma adolescente ingênua travestida de mulher fatal”. É a frase do texto que você elege para epígrafe. Bodas de café ajuda a compreender a Londrina do presente? O que há de sedutor e de pueril na Pequena Londres?

A mulher fatal se revela em tudo em que Londrina é ponta de lança: seu arrojo econômico e industrial, sua potência cultural e artística, mas essa imagem camufla a adolescente ingênua que permanece apegada a valores morais tradicionais.

 

Tanta gente namora e admira Nitis Jacon , com reverência e distância respeitosa. Ela é uma força presente, futura. Você chegou a encontrá-la? Se sim, como foi? Se não, o que diria à dama do teatro londrinense?

Não tive o prazer de abraçar Nitis, mas estive em sua presença pela leitura de “Memória e recordação” (livro de autoria de Nitis Jacon publicado em 2010, na ocasião dos 40 anos do Filo), obra fundamental para a pesquisa, e construí uma imagem sua por meio dos dizeres dos atores que entrevistei. O que dizer a Nitis? Ela é um monumento. Que as gerações artísticas presentes e futuras saibam honrar seu legado, imprescindível, pedra fundamental de nossa cultura.

 

Serviço:

Lançamento de “Bodas de Café”

Bate-papo, leitura e noite de autógrafos com Sonia Pascolati

Dia 7 de dezembro (sábado)

Às 18h30m

No Sesc Cadeião Cultural –

(Rua Sergipe, 52 – Centro)

Valor promocional do livro: R$ 25

(com 50% de desconto)

Arquivado em: Variedades

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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