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O alcoólatra é um dependente químico que precisa de tratamento!

18 de fevereiro de 2025 por Claudia Costa 1 comentário

O Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo é celebrado no dia 20 de fevereiro e tem o objetivo de alertar e conscientizar a população sobre os impactos que o uso de substâncias ilícitas e o álcool geram.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dependência em drogas lícitas ou ilícitas é uma doença e um problema de saúde pública que deve ter atenção de todos os países.

O Alcoolismo é uma doença que devasta a vida de milhares de pessoas, inclusive, da família do dependente químico. O médico psiquiatra Heber Odebrecht Vargas explica que ” bebida mata a autoestima do alcoólatra. Ele morre socialmente primeiro, antes de morrer de outras doenças como a cirrose”.

 

Por Claudia Costa

O alcoólatra é um dependente químico que dificilmente aceita que ele não tem poder sobre o efeito da bebida, que não consegue parar de beber quando quiser, que não pode dar o primeiro gole que depois vem o segundo, terceiro…. Enfim, uma história que na maioria das vezes não tem final feliz.

“Não existe ex-alcoólatra. Ele não é um bebedor social”, explica Heber Odebrechet Vargas, médico psiquiatra há 40 anos, professor na Universidade Estadual de Londrina, onde é preceptor dos residentes em psiquiatria no curso de medicina. Segundo ele, “Se o filho de um alcóolatra beber vai trilhar o caminho da pessoa que tanto criticou, o seu pai. A cada dois filhos de alcoólatra, um deles seguramente vai virar alcoólatra. Os filhos de alcoólatra devem saber que eles são comprometidos geneticamente e que o seu metabolismo é diferente para o álcool. O efeito de uma cerveja para ele não é o mesmo que para um amigo cujo o pai não bebe. Esse filho pode tomar a decisão de não beber e ter um marco na sua vida. Será muito mais feliz!”, explica.

Heber Vargas salienta que a casuística tem demonstrado que a filha mulher normalmente acaba se casando com um alcoólatra. “É um comportamento que passa de geração para geração.  A bebida mata a autoestima do alcoólatra. Ele morre socialmente primeiro antes de morrer de outras doenças como cirrose”, afirma.

A sociedade brasileira faz vistas grossas para uma das mais acessíveis drogas, o álcool. Comumente em filmes, novelas e publicidades o álcool é aceito e estimulado. A personagem, na maioria das vezes, aparece alegre e de bem com a vida.

Os jovens atualmente estão cada vez mais cedo consumindo bebidas alcóolicas em grande quantidade em festas e baladas. O Brasil ainda está longe de ter uma política pública que regule de maneira eficaz e desestimule o consumo de álcool. Para atrair e seduzir os consumidores, algumas campanhas publicitárias de cervejas trazem mulheres bonitas e com corpos esculturais. Isso sem falar nos cantores e músicos que possuem milhares de fãs e poderiam ter um comportamento mais consciente em relação à bebida alcóolica. Mas em vez disso, promovem-na em suas lives, entrevistas e shows. Em alguns países, as pessoas não podem nem andar na rua consumindo uma bebida (lata de cerveja, por exemplo, tem que estar em uma embalagem que não a identifique). Também não é vendida em qualquer lugar como no Brasil, onde os produtos são ofertados em lanchonetes, supermercados e em lojas de conveniência.

“O alcóolatra é sempre um perdedor. Perde a família, os amigos, não é convidados para as festas. Ele não é um safado. É um doente que precisa de tratamento para a dependência química”, salienta o psiquiatra Heber Odebrecht Vargas

Alerta: 85 mil mortes por ano

Aproximadamente 85 mil mortes acontecem a cada ano são atribuídas ao consumo de álcool nas Américas, revelou o estudo realizado pela Organização Pan-Americana da Saúde/ Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) publicado em 12 de abril de 2021 na revista Científica Addiction.

“Este estudo demonstra que o uso nocivo de álcool nas Américas é uma grande prioridade de saúde pública”, afirmou Anselm Hennis, diretor de Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS. “Está associada a mortes evitáveis e a muitos anos de vida vividos com incapacidade. Precisamos de intervenções, políticas e programas eficazes, viáveis e sustentáveis para reduzir o consumo de álcool.”

 

As conclusões da Pesquisa

As principais conclusões do novo estudo com dados de mortalidade em 30 países das Américas revela as principais conclusões.

  • Uma média de 85.032 mortes (1,4% do total) anualmente foram atribuídas exclusivamente ao álcool;
  • A maioria das mortes (64,9%) ocorreu entre pessoas com menos de 60 anos;
  • As causas de morte foram principalmente por doença hepática (63,9%) e distúrbios neuropsiquiátricos (27,4%), como dependência de álcool;
  • O consumo de álcool é um fator que contribui para mais de 300 mil (5,5% do total) mortes anualmente nas Américas;
  • Mais homens do que mulheres morreram pelo consumo nocivo do álcool. Eles foram responsáveis ​​por 83,1% das mortes exclusivamente atribuíveis ao consumo de álcool. As maiores disparidades de gênero ocorreram em El Salvador e Belize; essa diferença foi menor nos Estados Unidos e no Canadá;
  • Cerca de 80% das mortes em que o álcool foi um “fator importante” ocorreram em três dos países mais populosos: Estados Unidos (36,9%), Brasil (24,8%) e México (18,4%);

As taxas de mortalidade atribuível ao álcool foram mais altas na Nicarágua (23,2 por cada 100 mil pessoas) e na Guatemala (19 por cada 100 mil), embora esses países tenham um consumo de álcool per capita relativamente menor.

Alcóolicos Anônimos (AA) – grupo de autoajuda

Existem vários grupos de autoajuda que são importantes no trabalho com os alcóolatras e suas famílias. O mais antigo dele é o Alcóolicos Anônimos que existe no mundo inteiro e na maioria das cidades brasileiras.

Origem e Conceito

O Alcoólicos Anónimos (AA) teve o seu início em 1935 em Akron, Ohio, como resultado do encontro de Bill W., um corretor da Bolsa de New York, com o Dr. Bob S., médico cirurgião. Eram ambos alcoólicos considerados irrecuperáveis. Atualmente estima-se que existam mais de dois milhões de alcoólicos em recuperação em AA em cerca de 175 países.

A única exigência para ser membro do Alcóolicos Anônimos é ter vontade de parar de beber. Não são cobradas taxas para ser membro. AA não é ligado a nenhuma seita, denominação política, organização ou instituição. O principal objetivo de seus membros é manter-se sóbrio e ajudar outros alcóolatras a alcançar a sobriedade.  O Alcóolicos Anônimos é uma sociedade informal com mais de 2 milhões de alcóolatras em recuperação em todo o mundo. Eles se reúnem em locais de encontros espalhados por todo o país.

*** atualizado em 20/02/2024

Veja  no link  as cidades e locais de encontros dos Alcóolicos Anônimos. https://portalvidalimpa.com.br/alcoolismo/os-12-passos-de-alcoolicos-anonimos-e-sua-historia/

Mais Fontes e Serviços:

https://portalvidalimpa.com.br/alcoolismo/os-12-passos-de-alcoolicos-anonimos-e-sua-historia/

Fone 0800- 591- 7561

https://www.paho.org/pt/noticias/12-4-2021-cerca-85-mil-mortes-cada-ano-sao-100-atribuidas-ao-consumo-alcool-nas-americas

Alcoólicos Anônimos online-https://www.aaonline.com.br/

Arquivado em: Saúde Marcados com as tags: AA, álcool, alcoólatra, AlcoolicosAnonimos, alcoolismo, alcoolista, bebedorsocial, bebida, cachaça, cerveja, dependênciaquímica, dependentequimico, dianacionaldecombateaoalcoolismo, DiaNacionaldeCombateàsDrogaseAlcoolismo, doença, doente, ex-alcoolatra, grupode autoajuda, perdedor, tragediafmiliar, vinho, vodka

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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Comentários

  1. Lucimar diz

    18 de abril de 2022 em 20:14

    Simmm precisa de tratamento e muito cuidado até mesmo internação pr pessoa se recuperar

    Reply

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