Muitas pessoas têm se interessado pelo hobby dos trens elétricos em miniatura, seja por pura diversão ou mesmo para preservar a memória ferroviária do país

Seja para relaxar, divertir-se, desestressar ou mesmo cultivar o amor pelas ferrovias, muitas pessoas têm aderido ao hobby do ferreomodelismo, afinal, o trem elétrico é uma excelente opção para quem está procurando algo para entreter a mente e passar o tempo. É um hobby saudável, que ajuda neste momento tão delicado pelo qual todos estão passando.
Em todo o estado do Paraná, muitas pessoas têm se interessado pelos trens elétricos em miniatura, seja por pura diversão, hobby ou mesmo para preservar a memória ferroviária do país. Sede de um dos três passeios de trem de luxo mais interessantes do mundo, de acordo com o jornal americano The Wall Street Journal, operado pela Serra Verde Express; duas das principais concessionárias ferroviárias do país, a Brado Logística e a Rumo Logística; e uma das mais ativas entidades de ferreomodelismo do Brasil, a Associação Paranaense de Ferreomodelismo e Memória Ferroviária (APFMF), fundada em 2007; o Paraná cultiva, como poucos, a história ferroviária do país e reúne dezenas de aficionados por este hobby.
Em Curitiba, o comerciante José Carlos Balan até fez do hobby uma atividade comercial, pois ele constrói maquetes sob encomenda. Uma delas, inclusive, pode ser vista na sede da Serra Verde Express. “Adotei este hobby em 1988 por conta própria, quando fiz uma maquete para um trabalho escolar de minha filha. Sempre gostei de trem e utilizei muito este meio de transporte. Minha esposa também sempre me incentivou a cultivá-lo, e hoje ele também se transformou em uma profissão”, afirma Balan.
Em Ponta Grossa, o médico psiquiátrico e empresário Gustavo Bastos quer fomentar o ferreomodelismo na cidade. Plastimodelista há mais de 30 anos, ele resolveu entrar para o ‘mundo dos trenzinhos’. “Em pouco tempo, já adquiri 12 locomotivas e 100 vagões. Sempre tive vontade de ter uma maquete e agora estou montando”, diz o médico.
Já em Londrina, o professor universitário e ferreomodelista Jonas Liasch Filho possui um verdadeiro ‘patrimônio’ em casa. Liasch começou a colecionar miniaturas de trens em 1998, quando ganhou um trem e alguns trilhos de um aluno. De lá para cá, nunca mais parou com o hobby. “Logo depois que ganhei este presente, construí, em 2001, uma maquete para rodar todo o meu acervo, que hoje é composto por 100 vagões e 15 locomotivas”, explica Liasch, que sempre conviveu com o fascinante mundo das ferrovias. “Meus tios e primos eram ferroviários, e sempre viajei muito de trem. Quando criança, também brincava no pátio da estação”, comenta o professor, que diariamente mexe com este hobby. “O tempo livre que tenho uso para isto, e minha maquete está sempre em evolução”.
Em Cascavel, o funcionário público Luiz Fernando Zorzi aderiu a este hobby após seu filho despertar um interesse muito grande por trens e ferrovias. “Aderi a este hobby pelo meu filho, que tem 8 anos e se interessou pelo tema. Há cinco anos montamos alguns trilhos em um tablado simples e depois construímos uma maquete mais completa”, diz Zorzi.
Em Arapongas, o autônomo Eduardo de Paula Dias sempre foi fascinado por trens. “Comecei a ver vídeos na internet sobre ferreomodelismo e logo me apaixonei pelo hobby. Herdei essa paixão por lembranças de quando criança. Sempre fui apaixonado por trens e morei bem em frente à linha férrea. Ficava admirando os trens passarem, no início da década de 90, no auge das locomotivas GP9, G22, G12, U20c, U5B, entre outras”, afirma Dias.
Em Maringá, o analista de departamento pessoal Fernando do Nascimento iniciou-se neste hobby há aproximadamente quatro anos, quando viu uma miniatura de um trem metropolitano na internet, ao lado do trem em tamanho real. “Fiquei curioso em saber como isso era possível e quando pesquisei mais foi amor à primeira vista. Estou sempre olhando as características de cada modelo”, diz Nascimento, que possui seis locomotivas e oito vagões. Ele, inclusive, quer passar esta paixão pelo hobby aos filhos. “Minha intenção é esta e acredito que o cuidado e o conhecimento com uma maquete podem facilitar o aprendizado no dia a dia. Com o tempo, a criança também entenderá o valor de uma coleção como hobby”, completa.
Um dos hobbies mais antigos do mundo

O ferreomodelismo é um dos hobbies mais antigos do mundo, e sua origem remonta ao período em que o transporte ferroviário foi adotado massivamente. As primeiras miniaturas de trens foram fabricadas por volta de 1830, por artesãos alemães. De lá para cá, muita coisa mudou, principalmente no Brasil, onde o transporte de passageiros pelas ferrovias deixou de acontecer, com exceção dos passeios turísticos. Mesmo assim, a paixão de algumas pessoas por este hobby se intensificou.
“O ferreomodelismo é uma mistura de entretenimento, baseado em modelos de escala, e arte, pois os amantes deste hobby ficam fascinados quando começam a construir suas maquetes, fazer toda a parte de decoração e cenário e projetar as construções. É preciso ter capacidade de observação para se construir uma maquete, pois todo esse trabalho de reprodução do mundo real é totalmente artesanal”, diz Lucas Frateschi, diretor da Frateschi Trens Elétricos, empresa com sede em Ribeirão Preto, no interior paulista, que possui mais de 50 anos de atuação no mercado e é a única fabricante de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais na América Latina. “Em tempos como estes, em que as famílias têm ficado em casa, é preciso arrumar algum hobby para distrair a mente. As pessoas pensam que o transporte ferroviário morreu, mas ele está vivo e em expansão. A ferrovia é de valor estratégico imprescindível para um país como o Brasil, e este crescimento ajuda a fomentar ainda a mais a paixão que muitos brasileiros têm pelos trens, sendo que muitos passam o hobby do ferreomodelismo para as futuras gerações”, finaliza Lucas.
Sobre a Frateschi
Fundada em 1967, a Indústrias Reunidas Frateschi é a única fabricante da América Latina de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais. Situada em Ribeirão Preto, no interior paulista, tem a missão de divulgar e preservar a memória ferroviária do Brasil, por meio da prática do ferreomodelismo. Há mais de 50 anos neste mercado, a empresa tem a convicção de que importantes relações humanas, como a interação entre pai e filho, avô e neto e amigos, são fortalecidas em momentos descontraídos durante a prática deste hobby.
Com atuação nacional e internacional, a Frateschi possui representantes nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará e Pernambuco, além do Distrito Federal. No exterior, seus representantes estão na Argentina, Chile, Uruguai, Austrália, Nova Zelândia, Rússia, Suíça, África do Sul e Taiwan.
Mais informações podem ser obtidas no site www.frateschi.com.br.
Texto e Fotos: Divulgação


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