
Por Natalia Falavigna
O exercício físico, como todo o mundo já sabe, faz muito bem à saúde. Ao ser praticado em idades jovens, contribui para um bom crescimento e desenvolvimento de todas as potencialidades genéticas da criança e do adolescente, além de proporcionar um tracking positivo na vida futura, ou seja, o prazer de praticar exercícios físicos durante toda sua vida. Para os idosos, favorece amplamente na prevenção de doenças, na preservação da massa muscular e no combate ao processo natural de envelhecimento. Mas vale lembrar que é sempre melhor consultar um médico antes de começar sua prática.
Quanto treinar? O que treinar? Que tipo de treinamento fazer? Quando o exercício deixa de ser algo positivo e se torna um malefício para o indivíduo? Os benefícios do exercício já são amplamente divulgados, mas na direção oposta existe um risco extremamente grave que não deve ser negligenciado. Quando os princípios do treinamento são ignorados (dentre eles frequência semanal de treinamento, dias de descanso, quantidade de horas, cargas internas e externas impostas ao organismo) e o desequilíbrio entre o estresse causado no organismo e a recuperação exceder a capacidade de adaptação, pode surgir o quadro de overtraining, além do aparecimento de doenças que, se agravadas, levam a óbito.
Overtraining é o termo que se refere a um estado de supertreinamento, de esgotamento total do organismo. É muito familiar no esporte de alta performance, no qual sabemos que o objetivo principal dos atletas é a intensidade máxima. Essa rotina atlética, a qual vivi durante 20 anos, mantém o atleta sempre no limite entre a performance máxima e o estado de esgotamento, não sendo à toa que tantos controles e processos de monitoramento existam atualmente no mundo do esporte.
A diferença entre pessoas ativas e atletas é grande e deve permanecer assim. Para a saúde precisamos trabalhar as aptidões físicas relacionadas ao bem-estar, sendo elas a capacidade cardiorrespiratória, a força muscular, a resistência e a flexibilidade. Deste modo, se o objetivo do treinamento não for tornar-se um atleta profissional ou amador competitivo, cabe a ressalva de “nem oito nem oitenta”. O que vale mesmo no sentido de se alcançar uma boa qualidade de vida é a prática dessas atividades de maneira regular e moderada. Por outro lado, se a meta for atingir a melhor performance, a alta performance, então deve-se focar em aptidões físicas relacionadas ao desempenho, extrapolando as dimensões de saúde e voltando-se para as aptidões atléticas, como a coordenação motora, a potência muscular, a resistência de força, agilidade e aceleração/velocidade, levando em consideração a especificidade da sua modalidade esportiva e agregando conhecimento de áreas de suporte relacionadas à alimentação, à recuperação, ao treinamento mental, entre outras.
O mais importante de tudo é sempre fazer o que se gosta, achar a modalidade esportiva na qual haja prazer durante sua prática, de preferência orientada por um profissional da área e aliada a uma alimentação saudável. Não existe fórmula mágica. O equilíbrio constante é o que proporcionará a você o bem-estar e, consequentemente, aumentará o seu estado de saúde!


Ótimas dicas de como começar a se exercitar e a importância do exercício na manutenção de uma vida saudável!
Como atleta a Natália Falavigna chegou onde poucos tiveram a honra, obtendo um destaque poucas vezes alcançado. Sem ter nascido em Londrina sempre lembrou com respeito a cidade que a acolheu e que ajudou, de certa forma, a divulgar, Por méritos inegáveis que ressaltei na época, propus que lhe fosse conferido o título de Cidadã Honorária de Londrina. Foi um privilégio! Quando forem entregar a honraria, espero ser convidado.
Obrigada Antenor… o carinho de vocês é a maior honraria que recebo!!! :))