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Segurança nas trilhas: 6 cuidados essenciais para uma aventura consciente

1 de julho de 2025 por Elisiê Peixoto Deixe um comentário

Freepik

Especialista informa que transparência sobre dificuldade, guias capacitados e planejamento de segurança são fundamentais para evitar riscos

 

Após a tragédia da Juliana Marins, brasileira que faleceu após trilha na Indonésia, o cuidado diante dessas atividades precisa ser redobrado. Muitos dos acidentes em trilhas na natureza poderiam ser evitados com uma combinação de informação clara, orientação profissional e preparação adequada para cada tipo de desafio. Com o avanço do ecoturismo e a crescente busca por experiências ao ar livre, a atenção à segurança tornou-se ainda mais essencial para quem se aventura por montanhas, florestas e regiões de difícil acesso. Em 2024, os parques nacionais brasileiros registraram um recorde de visitação, com mais de 12,5 milhões de entradas, segundo dados do governo federal. Esse crescimento reforça a importância de orientar melhor os visitantes e garantir operações mais seguras em ambientes naturais.

Um dos principais fatores de risco é a escolha de percursos incompatíveis com o preparo físico ou a experiência dos viajantes. “É fundamental que as trilhas sejam classificadas corretamente quanto ao nível de dificuldade e que essa informação esteja clara no momento da reserva. Não se trata apenas de distância, mas também de desnível, tipo de terreno e tempo total de caminhada”, explica Lucas Ribeiro, fundador do PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo e agência de viagens focada em experiências sustentáveis nas principais regiões naturais do Brasil.

1. Classificação de dificuldade: informação clara antes da escolha

Escolher uma trilha sem conhecer o nível real de exigência é um dos erros mais comuns. “Empresas responsáveis devem fornecer informações detalhadas sobre a dificuldade de cada percurso, incluindo quilometragem, tempo estimado, ganho de altitude, inclinações, tipo de relevo e outras características do terreno. Assim, o viajante pode tomar uma decisão consciente e evitar surpresas desagradáveis ao longo do caminho”, reforça o especialista.

2. Guias preparados

A presença de um guia local experiente vai muito além do conforto, é uma questão de segurança. Optar por profissionais treinados faz toda a diferença na condução de grupos em áreas remotas e de difícil acesso. Além de conhecer o terreno, o clima e as particularidades da região, esses guias estão preparados para prestar o suporte necessário ao longo da trilha, acompanhar o ritmo dos participantes e tomar decisões rápidas em caso de cansaço, desistência ou mudanças inesperadas nas condições do percurso.

3. Equipamentos adequados: responsabilidade compartilhada

O equipamento adequado é essencial para garantir segurança e conforto durante a trilha. Mais do que seguir uma lista padrão, os guias devem validar com os participantes o que é necessário para cada percurso, considerando terreno, clima e esforço físico. Quando os itens fazem parte do pacote, a agência deve fornecê-los. Caso contrário, o guia orienta o viajante sobre o que levar, incluindo roupas confortáveis, blusas térmicas para o frio, tênis ou botas de trilha com boa aderência, bastões de apoio e alimentos leves como barrinhas energéticas. “Uma dica importante é checar com o guia se o equipamento que você pretende levar é adequado para as condições da trilha. A escolha certa faz diferença no desempenho e na segurança durante o trajeto”, comenta Lucas Ribeiro, do PlanetaEXO.

4. Planos de saída para casos de cansaço ou desistência

Nem todo viajante consegue completar o percurso inicialmente previsto, seja por cansaço, questões de saúde ou mudanças climáticas. Em trilhas com rotas alternativas, é fundamental que haja um plano claro de saída. Quando isso não é possível, cabe à equipe de guias oferecer todo o suporte necessário para garantir que o participante consiga retornar ou aguardar em segurança até que uma solução viável seja encontrada. O objetivo é minimizar riscos e evitar que a situação afete a segurança do restante do grupo ou da equipe de apoio.

5. Comunicação e sinalização: sempre deixe alguém informado

Em trilhas localizadas em áreas remotas, onde o sinal de celular pode ser inexistente, uma medida simples, mas muitas vezes negligenciada, é informar previamente amigos, familiares ou a própria agência de turismo sobre a rota planejada, horários estimados e possíveis pontos de contato ao longo do trajeto. Além disso, os guias devem trabalhar com estratégias de comunicação interna no grupo, como estabelecer pontos de parada e intervalos para checagem geral.

6. Aventura, mas com responsabilidade

“Trilhas e expedições em ambientes naturais oferecem experiências transformadoras, mas precisam ser encaradas com a seriedade que a atividade exige”, complementa o fundador do PlanetaEXO .“Informação transparente, acompanhamento de guias locais experientes, equipamentos adequados e um plano de segurança bem definido são cuidados que fazem toda a diferença para garantir que a aventura seja a melhor e mais segura possível para todos”.

Sobre o PlanetaEXO

O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo que conecta viajantes de todo o mundo a experiências sustentáveis e autênticas no Brasil. Com foco na conservação ambiental e no apoio às comunidades locais, o PlanetaEXO promove o turismo como uma ferramenta de transformação positiva. Por meio de parcerias com operadores locais, a empresa apresenta as paisagens naturais mais impressionantes do Brasil ao público internacional, sempre com responsabilidade e propósito. Membro da rede global The Long Run, o PlanetaEXO adota os princípios das 4Cs: Conservação, Comunidade, Cultura e Comércio. Saiba mais em www.planetaexo.com.

Fotos

Arquivado em: Esportes Marcados com as tags: #ecoturismo, #PlanetaEXO. #cuidadosnastrilhas, #portalideiadelas

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

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