
Por Claudia Costa
A vida moderna tem proporcionado alguns benefícios e confortos como o avanço de tecnologias que facilitam a realização de algumas tarefas. Porém, ao mesmo tempo, as pessoas estão cada vez mais estressadas, com menos tempo para curtir a vida pessoal. No trabalho a situação não é diferente, com muitas cobranças para cumprimento de metas, competição interna para se manter empregado ou até mesmo para conquistar uma nova função na empresa. Na dose certa, esta “tensão” pode ser positiva para a tomada de decisões e um combustível para conquistarmos nossos objetivos. Entretanto, quando isso provoca angústia e tensão emocional, acaba se transformando em um distúrbio psíquico conhecido por síndrome de burnout, caracterizado pelo nível máximo de estresse e pelo estado de tensão emocional, provocados por condições desgastantes. É a doença do trabalho no século XXI. O termo burnout significa que o desgaste danifica os aspectos físicos e emocionais da pessoa, pois, traduzindo do inglês, ‘burn’ quer dizer queima e ‘out’ exterior. Ela também é chamada de Síndrome do esgotamento Profissional, foi assim denominada pelo psicanalista alemão Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos em 1970. Segundo pesquisa realizada pela International Stress Management Association, aproximadamente 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores sofrem com a síndrome de burnout.
A psicóloga Nicole Tomazella, especialista em gestão de pessoas e coach na área de desenvolvimento pessoal, voltou recentemente da Conferência de Coaching de Harvard, em Boston, nos EUA, onde participou de palestras e workshops sobre a síndrome de burnout, uma doença cada vez mais presente entre os brasileiros.
Os principais sintomas da síndrome são fadiga, cansaço constante, distúrbios do sono, dores musculares e de cabeça, irritabilidade, alterações de humor e de memória, dificuldade de concentração, falta de apetite, depressão e perda de iniciativa.
Nicole salienta que os motivos que levam os jovens a ter a síndrome de burnout são diferentes dos profissionais com muita experiência. “O modelo de gestão, de relacionamento e de vida que temos hoje é muito diferente do modelo que existia há 15 anos. Ainda que já tenhamos consciência que é preciso mudar muitos pontos, na prática, existem muitas dificuldades em saber exatamente quais mudanças precisamos desenvolver e, ainda, como realizá-las”, explica a psicóloga.
Para detectar a síndrome, deve-se fazer um exame minucioso e analisar se os problemas enfrentados estão relacionados ao ambiente de trabalho ou à profissão. O ideal é procurar um especialista no tema e fazer exames psicológicos. É necessário avaliar se é o ambiente profissional que causa o estresse ou se são as atitudes da própria pessoa que passam a ser o estopim. Recentemente, a jornalista Izabella Camargo, que apresenta a previsão do tempo na Rede Globo, revelou que sofre da síndrome de burnout.
Além de terapia, os especialistas aconselham melhorar a qualidade de vida, prevenir o estresse, garantir boa saúde física, dormir e alimentar-se bem, praticar atividades físicas e manter hobbies e interesse pela vida social. “Num mundo em que todos têm medo de serem substituídos por máquinas ou sentem que as relações têm corrido sérios riscos, há pessoas sérias estudando formas de fortalecermos nosso lado humano. Como gosto de dizer: enquanto muitas pessoas levantam a bandeira de que o futuro é digital, há pessoas que mostram que o futuro é humano”, ressalta ela.
Agradecimentos:
Revisão: Jackson Liasch – fone (43) 99944-4848 – e-mail: jackson.liasch@gmail.com
Captação de vídeo/entrevista: Lucas Costa Milanez
Fontes:
- Albert Einstein – Sociedade Beneficente Israelita Brasileira
https://www.einstein.br/estrutura/check-up/saude-bem-estar/saude-mental/sindrome-burnout
- Site Observatório da Televisão


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