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Você perdoaria uma traição?

25 de janeiro de 2019 por Elisiê Peixoto 4 Comentários

 

O problema não é perdoar, mas esquecer. Porque perdoar significa enterrar o assunto e confiar novamente. Mas, convenhamos, que decisão difícil! Infelizmente, a traição leva ao fim os relacionamentos duradouros. E não apenas na área amorosa, mas nas relações de amizade, de trabalho, no dia a dia. Talvez, perdoar dependa muito da personalidade, da flexibilidade de cada pessoa ao encarar a situação. Tem gente que consegue passar uma borracha, mas tem gente que na primeira oportunidade falará do assunto. O fantasma da traição transforma qualquer relação numa convivência tumultuada e triste. Será que vale a pena? O Portal Ideia Delas quis saber a opinião de homens e mulheres sobre a questão. E também conversou com Marcos Roberto Garcia, psicólogo clínico e coordenador do curso de Psicologia da PUC/PR, campus Londrina. Perdoar ou não perdoar? Vamos saber o que pensa cada uma dessas pessoas?

 

Por Elisiê Peixoto

“A relação, independente do que ocorreu, nunca será a mesma”, afirma o psicólogo Marcos Roberto Garcia.

 

 

O que, normalmente, leva uma pessoa a trair?

Entende-se traição como um ato de romper um “contrato” afetivo e/ou legal. A traição é um comportamento e, como tal, está sujeito a inúmeras interferências. Normalmente, a traição é vista como um ato de afronta, desinteresse, desamor ao outro (traído), mas, pela minha experiência clínica, as traições também ocorrem em relacionamentos em que as pessoas dizem se amar. Alguns relatam que o relacionamento com o cônjuge se torna mais intenso depois de ter um caso afetivo fora do casamento. O que isso significa? Significa que, não necessariamente, é o parceiro ou a parceira a responsável pela traição. Não só se trai porque o relacionamento está ruim. A traição é uma ação de uma determinada pessoa; e é essa pessoa que deve ser levada em consideração em uma análise. A traição, normalmente, está relacionada à história de quem trai, questões pessoais estão envolvidas neste ato. Existem pessoas que não conseguem viver uma vida monogâmica, e se insistirem nisso irão sofrer.

 

É possível relevar uma traição e continuar a relação?

A resposta é: depende! Há quem consiga passar por cima de uma traição por motivos que vão além da relação afetiva entre as duas pessoas.

 

Após a traição, seja ela amorosa ou entre amigos, qual o principal passo para esquecer, perdoar e retomar a vida sem mágoas?

Há uma premissa da natureza: tudo muda! E com o ser humano não é diferente. A mudança se dá por um processo de transformação, ou seja, todo ser humano se transforma em suas relações. Quando uma traição da relação ocorre, ocorre junto uma transformação desta relação. Portanto, nenhum relacionamento volta a ser como era antes (mesmo que uma traição não tenha ocorrido). Qualquer ato que ocorra dentro do relacionamento é um ato de transformação.

O principal passo que a pessoa que se sentiu traída deve fazer é olhar para sua vida e avaliar se vale a pena continuar o relacionamento com aquela pessoa que a traiu. Há quem se torna fortalecido depois de ser traído, e consegue mudar seu relacionamento em algo diferente. Há quem se vitima e usa deste recurso para continuar uma relação aparentemente segura. E há quem não suporta tal ato, por ferir sua ética, e, a partir disso, não suporta e rompe.

Dificilmente se esquece de uma quebra afetiva. Normalmente, a pessoa se sente ferida. Para ter uma vida sem mágoas é necessário agir de acordo com o que acredita. E ter sempre em mente que a traição do cônjuge ou amigo não é pessoal. Essa pessoa repetirá isso com outros.

Um mito importante a ser levado em conta neste momento é que ninguém muda o outro. Não há quem possa mudar uma pessoa. O que mudamos são nossas relações, mudando a nós mesmos. E, se o outro muda, é porque a relação é importante para ele. Caso contrário, é melhor seguir os fatos.

 

O tempo é um aliado do perdão ou apenas acrescenta dor?

O tempo não é aliado para nenhuma mudança. A passagem do tempo não cura. É mito dizer que “quando casar sara”. O que faz a mudança ocorrer é a ação no aqui e agora. Sem ação, não há transformação.

 

A relação volta a ser como antes ou fica fragilizada para sempre? 

Como disse antes, a relação, independente do que ocorreu, nunca será a mesma. É outro mito achar que o cônjuge será aquele que sempre foi. Todos nós nos transformamos. Nada em nossa vida continua como antes. Todos nós sentimos que mudamos, sendo ou não traídos. Quebrar um “acordo” afetivo é muito pesado para quem leva isso a sério.

 

Na sua opinião como psicólogo, a traição é um sinal de fragilidade da relação ou apenas um simples deslize?

A traição é um comportamento do traidor e as consequências não poderiam ser sentidas pela pessoa que foi traída. A traição pode ter diversas funções para o traidor. Pode ter a função de acrescentar coisas boas para a vida dele, como sentir-se bem, desejado, poderoso. A traição pode ter a função de minimizar um estado de privação, como a saciação de sexo, ou pode ter a função de retirar algo ruim da vida da pessoa, como ser retirada de se sentir menor, ato comum de autodepreciação.

Conversamos com homens e mulheres de diferentes profissões. Vamos acompanhar seus depoimentos?

 

Renato Forin Jr. Foto de Marika Sawaguti.

“É difícil dizer imediatamente um ‘sim’ ou um ‘não’ para uma questão complexa como esta, porque nossas reações são imprevisíveis. O que posso dizer é que sou uma pessoa com tendência ao perdão, em que pese toda a carga de melancolia íntima que ela pode comportar. Mas o perdão faz bem sobretudo a quem perdoa. Por quê? Primeiro, a traição é sempre sintoma de que uma relação, seja ela qual for, não é verdadeira e, portanto, desabará mais cedo ou mais tarde. Segundo (e aqui convoco Espinosa: ‘sobre as coisas humanas, não rir, não chorar, não se indignar, mas compreender’), não estamos imunes ao erro e esta é uma trajetória de aprendizado. Quase sempre perdoo, mas sigo meus caminhos, invariavelmente distantes do traidor.” (Renato Forin Jr., jornalista e dramaturgo)

 

José Carlos Cordeiro de Jesus.

“Eu perdoo, sem dúvida. Inclusive, já perdoei algumas vezes. Tem coisas que levam um tempinho para digerir, mas com o tempo eu consigo me libertar e perdoar. Eu avalio bem o peso do que a pessoa me fez e coloco isso ao lado das coisas positivas que temos juntos. Não gosto de avaliar pessoas pelo lado ruim, prefiro supervalorizar o que cada um tem de bom, e isso perpassa, impreterivelmente, pelo quão a gente é capaz de perdoar. Eu acho legal dar para as pessoas aquilo que eu gostaria que elas me dessem, então tenho que exercitar o perdão, porque também dou mancadas. Longe de querer ser a melhor pessoa do mundo, com certeza as traições têm pesos, da mesma forma, o perdão. Acredito que exista uma linha tênue entre perdoar e ser trouxa. Sabendo identificar essa linha, o perdão sempre será uma libertação.” (José Carlos Cordeiro de Jesus, coordenador de esportes)

 

Carlos Roberto.

“É uma situação delicada. Acho que sim e não ao mesmo tempo. Eu até perdoo a pessoa, não vou ficar inimiga dela, porém, não manteria mais o relacionamento. Quando acontece uma traição, tem a quebra de confiança naquela pessoa.” (Carlos Roberto, funcionário público)

 

 

“O perdão não é uma opção. Posso expressar verbalmente que perdoo, mas o sentimento independe da vontade. É como as pessoas dizem hipocritamente: eu perdoo, mas não quero vê-la nunca mais. A cobrança do perdão de uma pessoa traída é cruel, pois ela já foi prejudicada e tem que carregar o peso de ser insensível.” (Hélio Takeda,  músico e dentista)

 

 

Eliane Machado Moreira.

“Não perdoaria. Trata-se de algo muito pesado, muito triste, eu não daria uma segunda chance. Quem trai uma vez, trairá pela segunda vez.” (Eliane Machado Moreira, secretária)

 

 

Dudu Pacheco.

“Sim, perdoaria porque o amor compensa, a traição não. Se você for inteligente, nenhuma mulher será mais que você, eu me amo e amo quem me ama. E perdoo as fraquezas, tenho um marido bonitão, mas sou segura, eu me amo.” (Dudu Pacheco, assessora de imprensa)

 

 

Rony Samiec.

“Já fui traído amorosamente e foi uma das piores dores que já tive. Demorou muito para passar e creio que o tempo cura tudo. Mas até voltar a conviver com a pessoa que te traiu, tem que esperar, porque, caso contrário, na primeira oportunidade cobramos novamente o erro da pessoa. Com o passar dos dias, tudo vai aliviando e, assim, creio que o perdão verdadeiro acontece. Mas é possível conviver com a pessoa que um dia te causou dor, tudo é uma questão de tempo.” (Rony Samiec, projetista)

 

 

Silvia Rímoli.

“Perdoaria sim, porém não teria uma segunda chance. Eu não conseguiria confiar novamente. E confiança é a base de todo tipo de relação, seja no amor ou na amizade.” (Silvia Rimoli, consultora de vendas)

 

 

Cláudia Spartalis com o marido Temistocles Spartalis.

“Sim, com certeza perdoaria. Acho que todos somos passíveis de erros e sempre merecemos uma segunda chance, seja de qual lado você estiver.” (Claudia Rossi Spartalis, arquiteta)

 

 

André Luz.

“Perdoaria sim, todos nós temos o direito de ter uma segunda chance.” (André Luz, empresário no ramo de beleza e cosméticos)

 

 

Fábio Saad.

“Quando se fala de paixão, homens traem e mulheres subtraem. Perdoar uma vez é elogiável. Já duas, a relação se rebaixaria a um nível deplorável.” (Fábio Saad, escritor e poeta)

 

 

Carlos Kubo.

“Não sei o que faria! Graças a Deus é algo que nunca aconteceu comigo e também é algo que só saberemos responder, de fato, quando acontecer.” (Carlos Kubo, artista plástico)

 

 

Sara Presoto.

“Todos têm o direito de errar. E todos têm o direito ao perdão. Portanto, sim, perdoaria.” (Sara Presoto, apresentadora de televisão)

 

Marilena Gardano.

“Sou uma pessoa muito transparente: quando gosto ou quando não gosto, qualquer um percebe. Admito muitas coisas, menos traição. Seja amorosa ou de amizade. Parto do princípio de que, se não faço, não aceito receber. Tanto um relacionamento amoroso como uma amizade têm como base a confiança. Quando ela é quebrada, pra mim é pra sempre. Posso até perdoar, mas me mantenho a distância. Relacionamento nunca mais, independente das circunstâncias.” (Marilena Gardano)

 

 

 

 

Fotos Arquivo Pessoal

Revisão: Jackson Liasch

 

 

 

 

 

 

Arquivado em: Destaque, Entrevistas Marcados com as tags: #amorpratodavida#portalideiadelas#, #perdao, #segundachance, #traicao, amor

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

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Comentários

  1. Wagner Donadio diz

    25 de janeiro de 2019 em 00:58

    Bela abordegem do tema

    Responder
  2. Sandra Piazzalunga diz

    25 de janeiro de 2019 em 11:00

    Como sempre, matéria muito bem escrita e ilustrada com depoimentos bem bacanas ! O tema é bem complexo.Quer saber rsss…o bom mesmo é não trair .☺

    Responder
  3. Juliana diz

    2 de agosto de 2021 em 11:34

    Tema muito bom mesmo
    Mais acredito que so wuem viveu sabe a dor que sente.Manter um relacionamento e muito dificil.Nao existe mais confiança, por mais que exista amor.A dor fica pra sempre.E se vc nao se cuidar do seu coração e da sua cabeça. Fica cm medo de viver putor relacionamentos.Porque vc tem que se liberta do seu Passado.O ato de perdoa nao significa retomar a relação. Eu acho que uma traição e um fim de uma relação

    Responder
  4. Bette Mendonça diz

    3 de fevereiro de 2022 em 18:01

    Sou mais essa senhora que disse “se não faço, não aceito receber”. Vale para qualquer tipo de relacionamento sem dúvida nenhuma. Foi o depoimento com que mais me identifiquei, maravilhoso. Acho essa história de “perdoar traição” uma falácia; o relacionamento morre ou já estava morto numa traição. Vale para relacionamentos amorosos ou mesmo para amigos, de fato: a quebra da confiança é a quebra da própria relação.

    Responder

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