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  • História da Nossa Gente Londrina 90 anos

A simpatia e a cordialidade dos vendedores ambulantes que conquistam seus clientes

16 de novembro de 2022 por Claudia Costa 5 Comentários

 

Os vendedores ambulantes Vera Caus, Lourival do Biju e Marlene Santos gostam muito de trabalhar ao ar livre. Arte: Vladmir Farias

Vera, Lourival e Marlene são vendedores ambulantes que ganham a vida comercializando produtos pelas ruas de Londrina. Eles não se conhecem, mas têm algo em comum: a alegria de trabalhar ao ar livre, gostam muito de conhecer pessoas e ganham a vida de forma honesta. Eles não reclamam das condições de trabalho que possuem: ficam ao relento, enfrentando sol e chuva, permanecem muitas horas em pé, e se dizem felizes pelas amizades que conquistaram nesta atividade e por  conseguirem ganhar dinheiro para sobreviver, complementando o valor que recebem como aposentados. A simpatia e a cordialidade dos vendedores ambulantes que conquistam seus clientes

Segundo levantamentos do IBGE, no início de 2021, o Brasil tinha oficialmente, 33,5 milhões de trabalhadores informais. Com o impacto desta Pandemia os números atuais devem ser muito maiores. O Conheça a história desses três personagens que trabalham em Londrina .

Por Claudia Costa

 

Lourival do Biju, 70 anos, o alagoano que fez a vida em Londrina

O simpatico Lourival do biju é conhecido pelos motoristas da região onde trabalha

Lourival Domingos da Silva, seo Lourival do biju como é conhecido,  acorda todos os dias às 2 horas da madrugada para preparar o biju que vende em Londrina no semáforo localizado na avenida Higienópolis. No preparo do biju ele conta com a ajuda da esposa Sebastiana e também da filha Lenita. Normalmente ele traz para as ruas, aproximadamente, 80 bijus para vender por R$4,00 cada.

O biju é um biscoito muito comum no nordeste, onde os vendedores chamam atenção balançando suas matracas ou triângulos (instrumentos). Em Londrina para chamar a atenção das pessoas, seo Lourival do Biju como é conhecido usa sua alegria, simpatia para se aproximar das pessoas e o bordão.  “ Bom dia! , olha o biju, biju, biju..” Ele está sempre sorrindo,  brincando e trazendo uma palavra de esperança para as pessoas.

 

Na infância Lourival teve paralisia infantil, por isso manca um pouco de uma perna, mas ele diz que tem uma saúde de ferro. Natural de Maceió (AL), mudou-se para o Paraná com apenas 17 anos para trabalhar em uma lavoura de café. Ele também já trabalhou como pedreiro e guarda noturno. Preguiça não tem vez na vida do seo Lourival que já passou por muitas dificuldades. Quando mudou-se para Londrina ele morou em um barraco de lona, na antiga favela da Caixa Econômica, hoje Conjunto da Paz. Seo Lourival do biju conta que dona Sebastiana, sua esposa há 54 anos e com quem tem seis filhos, não parava de chorar por causa das condições de vida que a família levava. Apesar das dificuldades, ele nunca desistiu. “Construí duas casas próprias para nossa família”, conta ele com orgulho.

Há mais de cinco anos seo Lourival , que é aposentado, começou a trabalhar como ambulante, revendendo o biju produzido por um amigo. Depois de um tempo começou a trabalhar por conta própria. Ele aprendeu a produzir o seu próprio biju, que é muito saboroso, crocante  e é feito à base de farinha de trigo, leite, manteiga e açúcar.

Lourival do biju é muito popular em Londrina, na região onde vende seus bijus. Muitos motoristas acenam e buzinam para ele quando está trabalhando na rua. Por causa desta popularidade e simpatia é que ele foi convidado a disputar uma vaga na Câmara de Londrina pela Coligação Avante. Entretanto, sua candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral que o considerou inapto. Seo Lourival infelizmente não sabe ler e nem escrever.

Seo Lourival é um brasileiro analfabeto, porém é um exemplo de homem trabalhador e que merece todo nosso respeito. Acorda às 2 horas da manhã para preparar o biju. Sai de casa às 6 horas de Uber, trazendo consigo dois tambores de plásticos com os aproximadamente 80 bijus preparados durante a  madrugada.  Ele só almoça quando retorna para casa ,lá pelas 16 ou 17 horas. Ele explica que dorme cedo lá pelas 21horas para acordar as duas da manhã “É tempo de sono suficiente”, salienta ela.

Lourival do biju não sabe ler nem escrever, mas com muito trabalho criou seus seis filhos

Na infância Lourival teve paralisia infantil, por isso manca um pouco de uma perna, mas ele diz que tem uma saúde de ferro.  Ele deixou Maceió (AL) e veio morar no Paraná com apenas 17 anos, para trabalhar em uma lavoura de café. Também já trabalhou como pedreiro e guarda noturno. Preguiça não tem vez na vida do seo Lourival, quando mudou para Londrina morou em um barraco de lona, na antiga favela da Caixa Econômica, hoje Conjunto da Paz. Ele conta que dona Sebastiana, sua esposa há 54 anos e com quem tem seis filhos, não parava de chorar por causa das condições de vida que a família levava. Apesar das dificuldades, ele nunca desistiu. “Construí duas casas próprias para nossa família”, conta ele com orgulho.

Há mais de cinco anos seo Lourival , que é aposentado,  começou a revender biju de um amigo. Depois de um tempo aprendeu a produzir o seu próprio biju, saboroso e muito crocante feito à base de farinha de trigo, leite, manteiga e açúcar.

Lourival do biju é muito popular na região onde vende seus biscoitos, muitos motoristas acenaram para ele durante o tempo  em que estive fazendo a entrevista, no início desta tarde desta terça-feira (06/04). Por causa da sua popularidade e simpatia ele foi convidado a disputar uma vaga na Câmara de Londrina pela Coligação Avante. Entretanto, sua candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral que o considerou inapto. Seo Lourival infelizmente não sabe ler e nem escrever.

Seo Lourival é um brasileiro analfabeto, porém é um exemplo de homem trabalhador e que merece todo nosso respeito. Acorda às 2 horas da manhã para preparar o biju. Sai de casa às 6 horas de Uber, trazendo consigo dois tambores de plásticos com os 70 bijus preparados na madrugada.  Só vai almoçar lá pelas 16 ou 17 horas, quando retorna para casa somente após vender todos os bijus.  Ele explica que dorme cedo lá pelas 21 horas . “É tempo de sono suficiente para levantar as 2 horas da madrugada e começar a trabalhar”, explica ele.

Marlene Maria Santos, 70 anos, vende panos de prato no sinaleiro

Ela lembra aquelas avós meigas e carinhosas que todos gostariam de ter. Dona Marlene tem um corpo franzino e um jeito gentil de abordar os motoristas que transitam de carro pela rua Gomes Carneiro/esquina com a Avenida Higienópolis de Londrina.

Quem a vê imagina uma pessoa frágil por causa da sua aparência física, mas quando conhece sua história de vida descobre uma fortaleza. Dona Marlene trabalha de segunda a sexta-feira no sinaleiro comercializando os panos de prato que compra para revender. Ela só retorna para sua casa quando vende todos os panos. Antigamente ela trabalhava fazendo faxina. Mora em um bairro na periferia da cidade com sua filha que é doente (sofre de depressão), o genro e os três netos.

Dona Marlene antes trabalhava em outro ponto – próximo ao hospital infantil, mas mudou de local porque naquela região estava tendo muitos moradores de ruas e pessoas usurárias de drogas. ”Eu não estava se sentindo segura em trabalhar naquele ponto”, explica ela.

Dona Marlene aproveita que o sinal fechou e oferece seus panos de prato para os motoristas

Dona Marlene trabalha de segunda a sexta-feira no sinaleiro vendendo panos de prato. Faz seis anos que começou a como vendedora ambulante. “Mudei de atividade para não ter  que cumprir horário.  Eu tive a  esta ideia de vender panos de prato quando observei algumas pessoas comercializando doces e balas  na rua”, explica ela. Dona Marlene chega às 8 horas ao local onde trabalha. Sua primeira atividade é dobrar todos os panos que vão ser comercializados para facilitar a escolha do clientes, logo em seguida vai para a rua dando bom dia a todos os motoristas que param no sinaleiro e oferece seu produto. Ela não tem medo de sofrer algum acidente de trânsito mesmo andando no meio dos carros que estão aguardando o sinal abrir. “Amo este trabalho e as pessoas são muito gentis comigo. Deus me protege e eu rezo muito”, explica essa brasileira de 70 anos, que salienta que “precisamos dar bons exemplos e transmitir “luz” para as pessoas. De maus exemplos o mundo está cheio”, diz a sábia dona Marlene. Ela toma algumas precauções para evitar o contagio com o vírus da Covid. Usa máscara o tempo todo e assim que pega em dinheiro usa álcool em gel para higienizar as mãos. Ela vende dois panos de prato por R$10,00.

A humildade e gentileza da dona Marlene chama a atenção das pessoas

Antigamente dona Marlene levava lanche para comer na hora do almoço, mas agora compra um marmitex próximo ao local em que trabalha. Esta senhora de 70 anos somente vai para casa, normalmente, lá pelas 16 horas,  quando termina de vende todos os panos que levou.

Vera Lucia Caus, vende caldo de cana e água de coco no Zerão

Ela estudou magistério, trabalhou em uma confecção, mas preferiu seguir os passos do seu pai, Olivio Caus, que também  trabalhava como vendedor ambulante, comercializando caldo de cana na região do INPS e também no Centro Social Urbano , de Londrina.

O amor por este trabalho passou para a família de dona Vera. Seu marido, Antônio Menezes, também atua vendendo caldo de cana na região do Zerão, do lado oposto onde esposa trabalha. E o filho mais velho, Antônio, formado em direito, também preferiu a profissão dos pais, é vendedor ambulante na região do lago II em Londrina, local onde as pessoas realizam caminhadas. Já o filho Lucas exerce a profissão de psicólogo.

Vera Lucia Caus, 59 anos,  há 28 anos trabalha todos os dias , só não trabalha quando chove muito, vendendo caldo de cana, água de coco e alguns salgadinhos tipo chips, no Zerão, espaço de Londrina que oficialmente leva o nome de área de Recreação e Lazer Luigi Borhesi.

Em uma camionete Willys,  modelo bem antigo, ela tem a máquina de moer cana de açúcar, sua principal matéria-prima para produzir o seu famoso e saboroso caldo de cana .

Quem vai passear ou caminhar neste local não tem como não conhecer a simpática dona Verinha. Eu sou sua cliente há alguns anos. Hoje ela foi obrigada a começar a trabalhar mais tarde. Quando eu cheguei ao local para entrevista-la, às 14horas, dona Vera estava aguardando o eletricista refazer a ligação dos fios que ligam a eletricidade necessária para fazer a máquina de moer funcionar. Ladrões furtaram os fios que traz a energia. Ela conta que na semana furtaram duas vezes os fios e que já tinha desembolsado mais de R$300,00 em fios e materiais, incluindo o trabalho do eletricista. Dona Vera explica que nunca sofreu nenhum assalto no seu negócio, salientando que o Zerão é um lugar seguro. “Esses furtos foram realizados por pessoas desocupadas que não têm o que fazer. Se tem quem rouba é por que tem quem compram fios de cobre roubados”, diz ela.

O caldo de cana é o preferido dos clientes como o marceneiro Nilson Costa e o seu auxiliar Alfrancio, que são de Cambé (PR)

Dona Vera trabalha de segunda a segunda, só não vai para o Zerão quando chove muito. Ela salienta que ama o seu trabalho e diz que o local é a sua casa e que seus clientes são sua família “Quando alguns dos meus clientes demoram alguns dias para aparecer eu fico preocupada, pois imagino que algo pode ter acontecido”, explica. Dona Vera trabalha no Zerão desde 1993.

Dona Vera traz no corpo algumas marcas de acidentes que teve moendo cana, uma enorme cicatriz no braço e um dedo defeituoso, cortou um pedaço, são resultado de dois acidentes que sofreu. Quando questionada porque não usa equipamento de proteção para proteger-se ela desconversa “Aconteceu por pura distração minha” ,justifica. Com o trabalho de vendedora ambulante ela consegue faturar bruto até R$3.500,00. O por mês. O copo de cana de açúcar, dependendo do tamanho, R$3,00, R$4,00 e R$5,00.

 

Agradecimento: Vladmir Farias

Fotos e vídeos: Claudia Costa

 

*** Matéria original produzida em abril de 2021.

 

Arquivado em: Destaque, Entrevistas Marcados com as tags: ambulantes, brasileiros, comercioinformal, cordialidade, profissionaisdevenda, propriopatrao, respeito, s, semcarteira, simpatia, trabalhador, trabalhadores, trabalhonarua, vendadireta, vendedoresambulantes

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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Comentários

  1. Celita diz

    13 de abril de 2021 em 10:03

    Parabéns Cláudia pelo trabalho. Excelente matéria com pessoas batalhadoras da comunidade londrinense…

    Responder
  2. Rosângela Tanferri diz

    13 de abril de 2021 em 13:05

    Muito boa e merecida homenagem a estas pessoas tão dignas que estão no cotidiano da nossa cidades !
    Parabéns pela matéria e pela perseverança de cada um deles é de tantos pelas ruas!

    Responder
  3. helena moreno diz

    13 de abril de 2021 em 13:45

    “Algumas pessoas querem que algo aconteça, outras desejam que aconteça, outras fazem acontecer.

    Michael Jordan”
    Parabéns,pela msg de incentivo para alguém com necessidades!

    Responder
  4. Rozangela diz

    13 de abril de 2021 em 18:34

    Que matéria linda !! Essas figuras tão conhecidas em londrina, merecem uma matéria contando a trajetória da vida deles.
    Enquanto muitos reclamam do que pouco q tem , eles trabalham felizes e são gratos por isso 🙏🏽 Obrigada Cláudia e Elisie vcs são arrasam nos conteúdos jornalísticos.

    Responder
  5. Sandra Piazzalunga diz

    13 de abril de 2021 em 23:10

    Que belos e inspiradores exemplos de trabalhadores!! Uma coisa linda essas histórias tão ricas em ensinamentos como trabalho digno; realizado com muito amor, perseverança ,dedicação e alegria!!👏👏👏👏👏👏

    Responder

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